Os Presidentes de Timor-Leste e da Indonésia abraçaram-se hoje, em sinal do seu empenho na reconciliação, para que o relatório sobre as atrocidades cometidas durante a ocupação não afecte as relações entre os dois países.
O Presidente timorense, Xanana Gusmão, não se referiu directamente ao relatório (apresentado às Nações Unidas no mês passado), mas afirmou-se empenhado em "viver em paz" com o país vizinho, em declarações à imprensa após o encontro com o seu homólogo indonésio em Bali.
O relatório, elaborado pela Comissão para o Acolhimento, Verdade e Reconciliação, afirma que pelo menos 102 mil timorenses foram mortos, raptados, ou deixados morrer à fome ou de doença e descreve outras atrocidades - tortura, violência sexual, utilização de napalm - cometidas pelas forças indonésias durante a ocupação da ilha (1975-1999).
O Presidente indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono, afirmou que o relatório "é um assunto interno entre as Nações Unidas e Timor-Leste" que, "no futuro, será uma parte da história das relações entre os dois países".



