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Conselho de Direitos Humanos da ONU reúne-se para discutir crise na Síria

Presidente sírio afirma que Governo “não vai cair”

22.08.2011 - 10:48 Por PÚBLICO

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Assad disse em entrevista que Barack Obama e outros líderes devem demitir-se Assad disse em entrevista que Barack Obama e outros líderes devem demitir-se (Sana/Handout/reuters)
O Presidente sírio, Bashar al-Assad, afirmou este domingo, numa entrevista à televisão estatal, que o Governo não se encontra em perigo, apesar dos protestos contra o regime que duram há vários meses.

Assad disse que a solução para o país é política, mas que a violência deve ser controlada firmemente pelas forças de segurança. Adiantou também que estavam a ser tomadas medidas para a introdução de um sistema multi-partidário e que seriam marcadas eleições para Fevereiro.

Entretanto, o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas vai reunir-se em Genebra para discutir a crise na Síria, que já fez pelo menos 2500 mortos. Neste encontro espera-se uma resolução que condene o Governo sírio pelas suas acções repressoras contra os manifestantes pró-democracia.

Na entrevista, Assad avisou que qualquer intervenção militar estrangeira (na Síria) iria virar-se contra os seus autores. “Primeiro, pela localização geográfica do país, e segundo pelas suas capacidades”, acrescentou.

O chefe de Estado declarou que os opositores ao regime estavam a recorrer cada vez mais à violência, levando a cabo ataques contra militares, polícia e outras forças de segurança.

Para Assad, não deveria ser ele mas sim o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e os outros líderes do Ocidente a demitirem-se, não só por causa dos derramamentos de sangue que provocaram no Afeganistão, no Iraque e na Líbia, como também pela crise política, económica e social que enfrentam.

Esta foi a quarta aparição pública do Presidente sírio desde que os protestos começaram em Março. Os manifestantes pedem a demissão de Assad, cuja família está no poder há 40 anos. Os Estados Unidos e vários países da União Europeia também já pediram a saída de Bashar al-Assad.

Como acordado, uma delegação da ONU chegou ao país para assistência humanitária e foi garantido acesso total às zonas mais afectadas pela violência, apesar de haver algum cepticismo sobre os limites desta cedência.

Apesar das recentes garantias de Bashar al-Assad, de que as operações do Exército e da polícia síria contra manifestantes tinham terminado, as páginas na Internet de activistas e os vídeos aí divulgados defendem o contrário.

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É só fazer as contas

Onde está a NATO? Pergunta o meu amigo. Está onde há recursos energéticos ou outro tipo de ...

O matemático

23.08.2011 11:08

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