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Crise após a declaração de independência do Kosovo

Presidente sérvio dissolve o Parlamento e convoca eleições antecipadas para Maio

13.03.2008 - 09:26 Por Agências

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 (Ivan Milutinovic/Reuters)
O Presidente sérvio Boris Tadic dissolveu o Parlamento e convocou eleições gerais antecipadas para o próximo dia 11 de Maio, depois do primeiro-ministro sérvio, Vojislav Kostunica, ter anunciado a dissolução do Governo, no sábado passado, informa a agência noticiosa estatal Tanjug.

Conforme previsto pela Constituição, "decidi dissolver o Parlamento" e "convocar eleições legislativas para 11 de Maio", anuncia o Presidente, em comunicado.

"As eleições são uma via democrática que permitirá aos cidadãos dizer como é que a Sérvia deverá desenvolver-se nos próximos anos", avança o comunicado.

O governo caiu devido às diferenças entre os membros da coligação após a declaração de independência do Kosovo e em consequência do processo de aproximação da Sérvia à União Europeia (UE).

A crise surgiu depois de o Kosovo ter declarado a sua independência de forma unilateral, no passado dia 17 de Fevereiro, aceite pelos Estados Unidos e por numerosos países da UE.

Tadic tomou esta decisão depois do primeiro-ministro nacionalista ter declarado o fim da sua aliança com o Partido Democrático, do próprio Presidente, devido às profundas divergências sobre a aproximação à UE após a independência do Kosovo.

Kostunica, que considera a UE - bem como os EUA - como o principal instigador da independência kosovar, estima que a Sérvia não pode concluir nenhum acordo com ela enquanto não renunciar ao seu projecto de enviar uma missão ao Kosovo para conduzir o processo de independência.

Ao invés, Tadic predica uma aproximação acelerada à UE, apesar de também estar contra a independência do Kosovo.

As próximas eleições são "uma nova possibilidade de reforçar as nossas capacidades para defender a soberania e a integridade territorial do país e de reforçar a nossa perspectiva económica através do processo de integração europeu", indica o comunicado da presidência.

Desta forma, as legislativas de 11 de Maio são consideradas como um "referendo" a favor ou contra uma aproximação à UE.

A União Europeia já afirmou esperar uma vitória das forças pro-europeias.

"Com as eleições, esperamos que as forças europeias vençam", afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros esloveno Dimitrij Rupel, numa recente reunião, em Bruxelas, com os homólogos europeus.

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