O Presidente russo, Dmitri Medvedev, estimou hoje que “a ameaça terrorista” ainda é real na Rússia e apelou à vigilância, um dia depois do atentado suicida que matou 11 pessoas em Vladikavkaz, a capital da Ossétia do Norte, no Cáucaso russo.
“Esse acontecimento mostra que a ameaça terrorista continua a existir. Não podemos descansar”, declarou Medvedev à margem de uma reunião acerca das questões de segurança, citado pela agência russa Interfax.
“Embora os actos terroristas sejam combatidos com sucesso, existe margem para esses crimes”, acrescentou. “Conclusão: devemos levar a cabo o máximo de esforços, quer nas estruturas federais quer nos poderes regionais”, sublinhou o chefe de Estado.
“Devemos saber o mais rapidamente possível o que é que se passou”, acrescentou.
Ontem, uma bombista suicida desencadeou uma explosão diante de um “minibus” repleto de passageiros, matando 11 pessoas e fazendo 41 feridos, segundo o último balanço do ministério da Ossétia do Norte.
De acordo com as imagens captadas por uma câmara de segurança instalada junto ao lugar onde ocorreu o atentado, a explosão aconteceu quando a bombista se preparava para subir para o autocarro.
Uma fonte policial indicou à agência de imprensa Ria-Novosti que a bomba foi fabricada com cerca de meio quilo de um material equivalente ao TNT, um explosivo muito potente.
A Ossétia do Norte é vizinha da Tchetchénia e da Ingúchia, duas outras repúblicas do Cáucaso russo, onde os frequentes ataques e explosões são atribuídos aos rebeldes.
Aquela república caucasiana é considerada a mais calma da região, apesar de ter sido palco, em Setembro de 2004, de um dos mais sangrentos resgates de reféns de que há memória, numa escola de Beslan: 334 pessoas morreram, 186 das quais eram crianças.


