Rússia

Presidente russo diz que "ameaça terrorista" permanece real

07.11.2008 - 13:12 Por AFP

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A Ossétia do Norte é vizinha da Tchetchénia e da Ingúchia, duas outras repúblicas do Cáucaso russo, onde os frequentes ataques e explosões são atribuídos aos rebeldes A Ossétia do Norte é vizinha da Tchetchénia e da Ingúchia, duas outras repúblicas do Cáucaso russo, onde os frequentes ataques e explosões são atribuídos aos rebeldes (Reuters/Ria Novosti)
O Presidente russo, Dmitri Medvedev, estimou hoje que “a ameaça terrorista” ainda é real na Rússia e apelou à vigilância, um dia depois do atentado suicida que matou 11 pessoas em Vladikavkaz, a capital da Ossétia do Norte, no Cáucaso russo.

“Esse acontecimento mostra que a ameaça terrorista continua a existir. Não podemos descansar”, declarou Medvedev à margem de uma reunião acerca das questões de segurança, citado pela agência russa Interfax.

“Embora os actos terroristas sejam combatidos com sucesso, existe margem para esses crimes”, acrescentou. “Conclusão: devemos levar a cabo o máximo de esforços, quer nas estruturas federais quer nos poderes regionais”, sublinhou o chefe de Estado.

“Devemos saber o mais rapidamente possível o que é que se passou”, acrescentou.

Ontem, uma bombista suicida desencadeou uma explosão diante de um “minibus” repleto de passageiros, matando 11 pessoas e fazendo 41 feridos, segundo o último balanço do ministério da Ossétia do Norte.

De acordo com as imagens captadas por uma câmara de segurança instalada junto ao lugar onde ocorreu o atentado, a explosão aconteceu quando a bombista se preparava para subir para o autocarro.

Uma fonte policial indicou à agência de imprensa Ria-Novosti que a bomba foi fabricada com cerca de meio quilo de um material equivalente ao TNT, um explosivo muito potente.

A Ossétia do Norte é vizinha da Tchetchénia e da Ingúchia, duas outras repúblicas do Cáucaso russo, onde os frequentes ataques e explosões são atribuídos aos rebeldes.

Aquela república caucasiana é considerada a mais calma da região, apesar de ter sido palco, em Setembro de 2004, de um dos mais sangrentos resgates de reféns de que há memória, numa escola de Beslan: 334 pessoas morreram, 186 das quais eram crianças.

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