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Depois da demissão de Berlusconi

Presidente italiano começou conversações para formação de novo Governo

13.11.2011 - 09:14 Por Agências, PÚBLICO

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Berlusconi demitiu-se ontem da chefia do Governo da Itália Berlusconi demitiu-se ontem da chefia do Governo da Itália (Tony Gentile/Reuters)
Uma vez virada a página Berlusconi, o Presidente da República italiana, Giorgio Napolitano, começou esta manhã uma série de conversações para a formação do novo Governo. Mario Monti mantém-se como o favorito.

Às 08h, poucas horas depois de se terem calado os festejos no centro de Roma pela saída de Berlusconi, Napolitano começou as conversações que lhe são impostas pela Constituição antes de escolher uma pessoa para formar um novo Governo de emergência, que seja capaz de enfrentar uma crise que empurrou a terceira maior economia da zona euro para a beira do desastre financeiro.

O presidente do Parlamento, Renato Schifani, abriu as rondas negociais, sendo seguido pelo presidente da Câmara dos deputados, Gianfranco Fini. Depois serão recebidas as delegações dos diferentes grupos parlamentares e os antigos Presidentes da República.

As reuniões deverão continuar até cerca das 17h. O anúncio da nomeação só é esperado para hoje ao final do dia ou para amanhã, antes da reabertura dos mercados financeiros.

Mas não deverá haver surpresas. Mario Monti, de 68 anos, parece ser uma escolha quase certa e já recebeu o apoio da directora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde. Ontem esteve reunido com o novo director do Banco Central Europeu, Mario Draghi.

À excepção da Liga do Norte e do partido de Silvio Berlusconi, todos os partidos manifestaram o seu apoio a um Governo que tome as medidas necessárias para evitar a asfixia financeira em Itália. Com as próximas eleições previstas apenas para 2013, o novo Governo terá cerca de 18 meses para implementar duras reformas económicas.

Anteontem, o Senado aprovou, com 156 votos a favor e 12 contra, as novas medidas de emergência e salvação nacional, que prevêem a mesma receita de cortes e ajustamentos orçamentais adoptados por outros países europeus (incluindo Portugal, Grécia e Irlanda, forçados a recorrer à ajuda internacional) para fazer baixar a dívida pública. Na Itália, esse valor ascende já a 1,9 milhões de milhões de euros, o correspondente a 120% do Produto Interno Bruto.

Berlusconi demitiu-se ontem da chefia do Governo da Itália na sequência da crise das dívidas soberanas que afecta a zona euro.

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Comentário + votado

Democracia?

Democracia? Onde é que ela pára? Então agora mudam-se governos sem fazer eleições? Onde é que isto ...

Anónimo

13.11.2011 15:28

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