Com um dia de atraso, o Presidente do Sudão, Omar al-Bashir, aterrou em Pequim para uma visita que se prolongará até quinta-feira.
Bashir deveria ter iniciado a visita na segunda-feira, mas acabou por não cumprir o calendário. Perante a inesperada alteração, o Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, que aguardava o Presidente sudanês desde o início da manhã, informou apenas que a chegada do avião fora "retardada" e que as reuniões de Bashir tinha sido "anuladas".
Nesta terça-feira, foi avançado que o Presidente sudanês chegou um dia depois do previsto porque o seu avião tivera de regressar a Teerão – onde se encontrava desde dia 24 –, por razões desconhecidas, numa altura em que sobrevoava o Turquemenistão.
O avião "atrasou-se por causa de uma alteração na rota no território do Turquemenistão, forçando o piloto a regressar ao Irão", lê-se num comunicado de Cartum citado pela Reuters.
A imprensa internacional adianta que Bashir não tinha autorização para sobrevoar o Turquemenistão.
O Presidente sudanês é alvo, desde 2009, de um mandado de captura por parte do TPI por crimes contra a humanidade e crimes de guerra e, desde 2010, de um outro mandado internacional de captura, por genocídio. Apesar dos mandados, Bashir permanece livre e, embora alguns países recusem recebê-lo, tem viajado sem impedimentos para algumas nações africanas.
A visita do chefe de Estado do Sudão à China tem sido muito criticada pela comunidade internacional, mas Pequim frisou não ter qualquer intenção de extraditar Bashir, já que não reconhece a autoridade do TPI. Para a Amnistia Internacional, com esta atitude a China poderá vir a tornar-se num "abrigo seguro para promotores do genocídio".
Em Pequim, Bashir tem encontro marcado com o seu mais importante aliado, o Presidente Hu Jintao, e com o líder da Assembleia Nacional Popular, Wu Bangguo.
Com o seu homólogo chinês, Bashir deverá discutir temas de interesse comum e ainda os conflitos no Darfur.



