Nem admite rever os resultado das eleições

Presidente do Quirguistão recusa demitir-se

22.03.2005 - 18:02 Por AFP

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O Presidente quirguize diz que as exigências dos líderes da oposição são inaceitáveis O Presidente quirguize diz que as exigências dos líderes da oposição são inaceitáveis (Ivan Sekretarev/AP)
O Presidente do Quirguistão, Askar Akaev, recusou hoje as exigências feitas pela oposição no sentido da sua demissão e da aprovação da revisão dos resultados das eleições legislativas, assegurando, porém, que a situação de crise que o país enfrenta não será resolvida com o recurso à força.

Num discurso transmitido pela televisão pública, Akaev disse que não coloca sequer a questão de "anular os resultados das legislativas" de 17 de Fevereiro e 23 de Março, nem de "pôr em dúvida a legitimidade dos deputados apenas pela razão" que foi alegada pela oposição. "No que diz respeito à minha demissão, a decisão sobre essa questão não é da competência de manifestações ou de quaisquer forças políticas. A decisão não pode ser tomada a não ser pelo povo ou Parlamento", continuou o chefe de Estado.

As próximas eleições presidenciais no Quirguistão estão previstas para Outubro. Askar Akaev, de 60 anos, que dirige o país desde 1990, já fez saber que não está disponível para reassumir a chefia do país.

Os partidos da oposição, cujo movimento de contestação assume maior força no sul do país, acusou a presidência de ter falsificado as eleições legislativas para garantir ao Presidente e aos seus apoiantes mais próximos um Parlamento leal, no sentido de preparar a sua sucessão.

A situação de crise "não é e não será resolvida pela força", assegurou ainda Akaev no seu discurso, considerando que "todos os probelmas que surgiram devem ser resolvidos pela via política, através de debates".

O Presidente quirguize garante que a administração presidencial e os responsáveis do Governo estão prontos para iniciar discussões com os líderes da oposição, mas sublinha que as suas reivindicações são inaceitáveis. "Os líderes da oposição não podem formular condições aceitáveis para as negociações, quando nada mais fazem do que insistir na revisão das eleições e na demissão do Presidente", argumentou Akaev.

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