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Mamadou Tandja recusa abandonar o poder

Presidente do Níger já agradeceu a "vitória" num referendo contestado pela oposição

07.08.2009 - 12:40 Por PÚBLICO

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Uma mulher tuaregue em Agadez: Níger é um dos países mais pobres do continente africano Uma mulher tuaregue em Agadez: Níger é um dos países mais pobres do continente africano (REUTERS/Tientan Ling)
O Presidente do Níger, Mamadou Tandja, de 71 anos, insistiu hoje em que ganhou o referendo efectuado esta semana para alterar a Constituição e se candidatar a um terceiro mandato, quando o actual expirava em Dezembro.

Os correspondentes na capital daquele vasto e árido país africano, Niamey, deram conta de gigantescos cartazes erguidos na cidade e que dizem: “Pela vossa confiança renovada, obrigado a todos. Mamadou Tandja, Presidente da República do Níger”.

Estes cartazes apareceram ainda antes de ter havido uma confirmação oficial dos resultados; e quando a comissão eleitoral ainda só dissera que a afluência às urnas fora de 68 por cento.

Grupos da oposição tinham pedido um boicote ao que consideravam uma farsa; e tanto a União Europeia como as Nações Unidas se manifestaram preocupadas por mais esta tentativa de um Presidente africano se perpetuar no poder, como ao longo dos anos o têm feito políticos como o togolês Gnassingbé Eyadéma, o gabonês Omar Bongo e o zimbabweano Robert Mugabe.

Contrariando a verdade oficial, a Coordenação das Forças Democráticas para a República (CFDR), conglomerado de grupos oposicionistas, dizia ontem que, segundo as suas contas, apenas quatro por cento dos cidadãos se teriam dado ao trabalho de participar no referendo de terça-feira.

As forces de segurança chegaram a ter de recorrer a granadas de gás lacrimogéneo contra partidários da oposição na localidade de Illela, enquanto em Dosso eram detidas pessoas que tentavam fazer abortar a operação referendária.

Este antigo coronel que em 1974 participou num golpe de estado e que em 1999 se fez eleger Presidente da República dissolveu nos últimos meses tanto o Parlamento como o Tribunal Constitucional, de modo a levar por diante o seu profundo desejo de alterar a Constituição e de continuar no poder, “para dar prosseguimento aos projectos económicos”, segundo alegou.

Esses projectos incluem uma mina de urânio, uma refinaria de petróleo e uma barragem no rio Níger.

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as

O que vale é que daqui a uns anos ele já morreu de velhice, o que é triste é que depois virá outro ...

sapo

07.08.2009 15:46

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