Presidente de facto e presidente deposto das Honduras em encontros separados com o mediador Óscar Arias

10.07.2009 - 09:38 Por PÚBLICO
O primeiro encontro entre o Presidente deposto das Honduras Manuel Zelaya e Roberto Micheletti que o depôs, agendado para ontem na Costa Rica, foi anulado. Em vez disso, um e outro tiveram encontros em separado com o Presidente da Costa Rica, Óscar Arias, escolhido para mediador da crise. Este admitiu que a resolução da crise “pode levar mais tempo do que poderíamos imaginar”.
Cada um dos antigos aliados, agora rivais, mantém a sua posição. Micheletti refuta por completo um regresso à presidência de Zelaya, nega que tenha havido um golpe de Estado (a 28 de Junho), e fala antes numa “sucessão constitucional”. Zelaya não abdica da sua posição de Presidente democraticamente eleito e apoia-se no forte apoio internacional de que beneficia, não só em palavras mas também em medidas. A Organização dos Estados Americanos (OEA) suspendeu as Honduras como país-membro e os Estados Unidos anunciaram uma redução das ajudas ao país.
“Existe uma larga margem para um compromisso”, declarou em Washington José Miguel Insulza, secretário-geral da OEA. Este mantém que a base para um qualquer entendimento é que “o presidente de facto aceite o regresso do presidente deposto”.
Encontros entre as duas delegações (que vão permanecer na Costa Rica) começaram pouco depois da partida de Micheletti de regresso às Honduras. “O diálogo foi encetado e a nossa comissão de trabalho fica [na Costa Rica]”, disse Micheletti que acrescentou estar “totalmente satisfeito” com o encontro que teve com Arias e reiterou a promessa de que as eleições presidenciais previstas para Novembro se realizariam “na transparência e na segurança”.
Também depois do seu encontro com o Presidente Arias, Zelaya afirmou: “Transpusemos uma primeira etapa. O Presidente Arias ouviu o meu ponto de vista e o das organizações sociais e políticas que me acompanharam , que é a restituição imediata do presidente eleito.”


