O Presidende da Nigéria, Umaru Yar'Adua, ofereceu hoje uma amnistia aos grupos armados que actuam no sul petrolífero do país, com a condição de deporem as armas.
“Ofereço uma amnistia e o perdão sem condições, a todas as pessoas que participaram directa ou indirectamente nas ofensas associadas às actividades dos militantes no delta do Níger”, anunciou o chefe de Estado, depois de ter assinado uma declaração que formaliza a proposta.
O prazo para aceitação da amnistia termina a 4 de Outubro, refere o documento oficial, de que foi enviada uma cópia à AFP.
É do delta do Níger, região rica em hidrocarbonetos do sul do país, que provêm mais de 90 por cento das divisas da Nigéria. Mas os ataques que grupos armados ali têm feito desde 2006 fizeram cair a produção em um terço.
Os grupos armados, que afirmam agir em nome das populações do delta do Níger, têm atacado interesses de numerosas companhias petrolíferas que operam na região. Sabotagem de oleodutos, ataque a navios e rapto de trabalhadores são algumas das suas acções.
A referência à data limite para adesão à amnistia provocou alguma confusão, uma vez que Umaru Yar'Adua, que também mencionou 4 de Outubro, afirmou igualmente no seu discurso que os grupos armados terão um “período de 60 dias” para beneficiarem da proposta. Os serviços da presidência disseram à agência noticiosa que, mais tarde, serão prestados esclarecimentos sobre o assunto.
“O perdão produz efeito com o abandono e a entrega de todos os equipamentos, armas e munições”, refere também a declaração. Os abrangidos devem igualmente “renunciar” à militância armada.


