Lukachenko reeleito com mais de 82 por cento

Presidente da Bielorrússia rejeita apelos da oposição para repetição das eleições

20.03.2006 - 12:17 Por AFP, PÚBLICO

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O Presidente que vai dirigir os destinos da Bielorrússia durante um terceiro mandato negou ser o último ditador da Europa O Presidente que vai dirigir os destinos da Bielorrússia durante um terceiro mandato negou ser o último ditador da Europa (Andrey Liankevich/EPA)
O Presidente da Bielorrússia, Alexandre Lukachenko, que foi reeleito ontem com mais de 82 por cento dos votos, rejeitou os apelos da oposição para a repetição das eleições, considerando que essa exigência é "absurda".

O principal candidato da oposição, Alexandre Milinkevich, que espera iniciar um movimento de protesto com base no modelo da Revolução Laranja da Ucrânia, mobilizou ontem à noite dez mil pessoas para a Praça de Outubro, onde apelou ao fim da "farsa eleitoral".

Os fiéis a Lukachenko, por seu turno, planearam também ontem à noite um grande comício para assinalar a "vitória eleitoral" do homem que o Ocidente vê como um déspota mas que a Rússia protege como um aliado.

A Comissão Eleitoral Central anunciou a validade do escrutínio, sublinhando que decorreu "sem incidentes" e que nele participaram "90 por cento dos eleitores inscritos".

O Presidente que vai dirigir os destinos da Bielorrússia durante um terceiro mandato negou ser "o último ditador da Europa" (a expressão é secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice), e acusou George W. Bush de ser "o terrorista número um do planeta". Qualificou também de "chantagem mesquinha" a notícia de que o Presidente dos EUA teria comunicado ao Congresso norte-americano dados sobre a sua fortuna pessoal proveniente da venda ilegal de armas pela Bielorrrússia. "Ele [Bush] pode ficar com todo o dinheiro que diz ter encontrado nas minhas contas", afirmou Lukachenko.

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