A chefe de Estado argentina, Cristina Kirchner, não sofre de cancro da tiróide como foi inicialmente diagnosticado.
A novidade foi confirmada neste sábado por um porta-voz do gabinete presidencial. Kirchner, reeleita em Outubro, recebeu já alta do hospital, onde foi submetida a uma cirurgia, na quarta-feira, e a partir da qual os testes pós-operatórios afastaram “em definitivo” a possibilidade de existirem células cancerígenas nos nódulos retirados.
Durante o internamento, houve apoiantes da Presidente que não arredaram pé do Hospital Austral, onde Kirchner foi operada. A líder argentina deu início a um segundo mandato em Dezembro do ano passado. Surgiu na cerimónia de tomada de posse vestindo de luto pela morte recente do marido.
Nem 20 dias depois, foi noticiado que Cristina Kirchner sofreria de um canco na tiróide. Uma informação que, nesse mesmo dia, levou o Presidente da Venezuela, Hugo Chavez, a especular sobre a origem de tantos cancros em chefes de Estado da América Latina, como ele próprio, Lula da Silva (Brasil) ou Fernando Lugo (Paraguai). Na altura, Chavez alvitrou que a origem dessas doenças poderiam ser os norte-americanos, que teriam encontrado uma forma de induzir neles a doença.
Para Cristina Kirchner, porém, o diagnóstico inicial não se confirma, após uma operação que foi descrita como "bem sucedida".



