A social-democrata Tarja Halonen foi a mais votada nas presidenciais de hoje na Finlândia, mas será obrigada a disputar uma segunda volta para conseguir a reeleição.
Numa altura em que estão contados 99 por cento dos votos, Halonen, a primeira mulher a chegar à Presidência da Finlândia, contabiliza 46,4 por cento dos votos, ficando muito próxima da maioria absoluta.
O seu adversário na segunda volta será o candidato conservador Sauli Niinisto, que obteve 24 por cento das preferências dos eleitores.
Tal como indiciavam as sondagens, o grande perdedor deste escrutínio é o primeiro-ministro centrista Matti Vanhanen, que não chegou a atingir a fasquia dos 20 por cento.
Apesar da vitória, Halonen não foi tão longe quanto previam as sondagens, que há seis meses prognosticavam uma vitória à primeira volta da Presidente social-democrata.
“Parto na primeira posição. É um bom lugar”, afirmou Halonen, apesar de não esconder a decepção por ser obrigada a uma segunda volta.
Por seu lado, Niinisto, antigo ministro das Finanças, garantiu estar satisfeito com o resultado e prometeu uma campanha renhida apesar da distância que o separa de Halonen.
Após seis anos no poder, a candidata social-democrata, de 62 anos, atingiu o estatuto de “mãe da Pátria” finlandesa, gozando de uma popularidade pouco comum entre os políticos desta próspera economia europeia.
A sua eleição marcou também uma ruptura no estilo e nos costumes da política nacional: agnóstica num país onde a Igreja Luterana ainda é a confissão do Estado, Halonen foi mãe solteira, só tendo casado com o companheiro de longa data alguns meses depois de ser eleita.


