A presidência portuguesa da União Europeia "condena com firmeza" o "bárbaro acto de violência" que vitimou hoje Benazir Bhutto e manifesta a esperança de que este "trágico acontecimento" não prejudique o processo de democratização do Paquistão.
"A presidência condena o extremismo sob todas as suas formas e expressa o desejo de que este trágico acontecimento não prejudique o processo em curso de democratização do Paquistão", lê-se num comunicado divulgado no site oficial da presidência portuguesa da União Europeia, que termina às 24h00 da próxima segunda-feira.
O texto apela ao povo paquistanês para que "se abstenha da violência e da agitação civil" e para que "prossiga na via da reconciliação nacional".
A presidência endereça ainda "sinceras condolências" à família de Benazir Bhutto e aos familiares das outras vítimas do atentado e manifesta a expectativa de que "os responsáveis por este bárbaro acto de violência sejam levados perante a justiça".
Pelo menos 16 pessoas, além de Benazir Bhutto, morreram no atentado suicida cometido hoje em Rawalpindi, nos arredores de Islamabad, que provocou ainda 56 feridos graves, segundo o último balanço oficial do Governo paquistanês.
Segundo a polícia local, um bombista suicida terá disparado primeiro sobre Bhutto quando abandonava um comício político em Rawalpindi, antes de fazer detonar os explosivos que transportava.
Bhutto, de 54 anos, que foi atingida no pescoço, não resistiu aos ferimentos e acabou por morrer no hospital de Rawalpindi.


