Cimeira termina hoje em Lisboa

Presidência portuguesa da CPLP dará "prioridade indiscutível à língua"

25.07.2008 - 10:59 Por Sofia Branco

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Sócrates gostava que esta cimeira ficasse conhecida como a cimeira da língua Sócrates gostava que esta cimeira ficasse conhecida como a cimeira da língua (Nuno Ferreira Santos)
O primeiro-ministro José Sócrates apresentou hoje, na reunião de Chefes de Estado e de Governo da VII Cimeira da CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa), que decorre em Lisboa, o programa da presidência portuguesa da organização, sublinhando que dará "prioridade indiscutível à língua".

"Gostavamos que esta cimeira ficasse conhecida como a cimeira da língua", disse José Sócrates, que apresentou algumas propostas concretas para os próximos dois anos.

Sócrates avançou algumas ideias, como a criação de uma "rede de escolas em todos os países da CPLP", uma "rede de bibliotecas extra-escolares", uma "biblioteca comum online", "um projecto de televisão na Internet gerida conjuntamente por todos os países da CPLP", uma "acção coordenada entre os centros culturais" e incentivos à digitalização de documentos.

O primeiro-ministro reconheceu que "será um caminho longo", mas o futuro da comunidade passa pela promoção e divulgação da língua. Sócrates considera que a CPLP atravessa agora "uma fase de maturidade e ambição", devendo apostar na projecção internacional.

A presidência portuguesa da CPLP terá ainda na agenda apresentada hoje e que será aprovada por todos os Estados-membros os temas da cidadania, concertação diplomática e reforço da cooperação, principalmente nas áreas da educação, cultura e energia.

Na abertura da Cimeira, o Presidente da República, Cavaco Silva, considerou que a língua portuguesa constitui, “num mundo crescentemente globalizado”, um “activo fundamental para a defesa e a afirmação
internacional” dos países-membros da CPLP.

A VII Cimeira da CPLP conta com a presença de seis chefes de Estado: Luís Inácio Lula da Silva (Brasil), Pedro Pires (Cabo Verde), João Bernardo "Nino" Vieira (Guiné-Bissau), Aníbal Cavaco Silva (Portugal), Fradique de Menezes (São Tomé e Príncipe) e José Ramos-Horta (Timor-Leste). Angola faz-se representar pelo primeiro-ministro, Fernando Dias Piedade dos Santos "Nandó", e Moçambique pelo chefe da diplomacia, Oldemiro Balói.

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Helder Verissimo

27.07.2008 00:34

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