A presidência finlandesa da União Europeia defende que os ministros dos Negócios Estrangeiros reunidos hoje em Bruxelas devem adoptar uma declaração comum "a apelar a um cessar-fogo imediato" no Líbano.
Os Estados membros da União Europeia (UE) têm-se manifestado favoráveis à necessidade de um cessar-fogo no Líbano - à excepção do Reino Unido e da Alemanha, que têm assumido posições muito próximas à dos Estados Unidos.
Para o ministro dos Negócios Estrangeiros finlandês, Erkki Tuomioja, que falava perante o Parlamento Europeu antes do encontro com os seus homólogos, o cessar-fogo "deve fazer parte de um acordo político mais vasto", referindo-se, nomeadamente, à perspectiva do envio de uma força internacional para aquela zona do Médio Oriente.
Segundo Tuomioja, "uma tal força internacional não deverá ser uma força europeia mas sim das Nações Unidas", mas "os europeus e os seus Estados-membros terão a principal responsabilidade".
O chefe da diplomacia de Helsínquia sublinha que mesmo que "ninguém deve considerar que a UE resolverá por si só o conflito", mas a sua "credibilidade" nos assuntos internacionais está em jogo na crise israelo-libanesa. "Se cedermos, podemos dizer adeus à influência da UE nos assuntos internacionais", reforçou o responsável.
Também a comissária europeia para as Relações Externas, Benita Ferro-Waldner, insistiu perante os deputados europeus a importância de "uma mensagem da UE" e de não se repetir "as divisões dos tempos do Iraque".



