As doações a instituições portuguesas que estão a fazer campanhas de angariação de fundos para ajudar as vítimas do terramoto do Haiti já somam perto de 1,2 milhões de euros. Mas o verdadeiro valor será até superior, pois as contas de algumas entidades são feitas com um desvio de um ou dois dias, como é o caso da SIBS, que controla o Multibanco.
Em quase todos os casos, as verbas angariadas serão enviadas para os “braços” internacionais dos organismos que estão no terreno, como é o caso da Unicef, Cruz Vermelha ou Oikos. Já a AMI – Assistência Médica Internacional, que conseguiu juntar 390 mil euros, irá subsidiar o trabalho das suas equipas que já estão no Haiti.
O fundo de emergência criado pela Cruz Vermelha Portuguesa angariou, até anteontem, 450 mil euros; a Unicef juntou 115 mil (a que se juntam os 50 mil do seu fundo de maneio que a instituição enviou para a sede assim que se soube da catástrofe); a Oikos conseguiu 28 mil; os Médicos do Mundo têm 12 mil.
A campanha “Ser solidário” que a SIBS está a desenvolver na rede de 13.500 caixas Multibanco juntou, entre os dias 14 e 19 – a única contabilização existente -, 120 mil euros, que 4500 utilizadores dos terminais doaram à AMI, Cruz Vermelha, Médicos do Mundo, Oikos e UNICEF.
E a campanha da PT, que lançou no dia 15 uma linha de ajuda em que cada chamada tem o custo de 60 cêntimos (mais IVA), ontem à tarde já recebera 100 mil telefonemas, o que significa mais 60 mil euros a dividir pela AMI, CVP e Médicos do Mundo. Ainda não estão contabilizados os SMS da campanha da TMN.


