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Número de mortos sobe de 15 para 16

Português é uma das vítimas na explosão Marraquexe, diz AFP

30.04.2011 - 10:07 Por PÚBLICO

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O local da explosão, no centro da cidade de Marrocos O local da explosão, no centro da cidade de Marrocos (Youssef Boudla/Reuters)
Uma das vítimas da explosão que aconteceu em Marraquexe, Marrocos, na quinta-feira, é português, avança a AFP, que confirmou as nacionalidades dos mortos, junto de uma fonte médica. Mas ainda não existe uma confirmação oficial. A agência diz ainda que o número de vítimas sobe de 15 para 16.

“Uma fonte médica disse à AFP que os 16 mortos na explosão de quinta-feira conjuga oito pessoas de nacionalidade francesa, dois canadianos, dois marroquinos, um homem inglês, um holandês, um suíço e um homem português”, escreve a agência noticiosa francesa.

A secretaria de Estado das Comunidades disse hoje à agência Lusa existirem “fortes indícios” de que uma das vítimas mortais do atentado seja um cidadão português, mas acrescentou que era prematuro qualquer confirmação em absoluto dessa informação.

Ainda ninguém reivindicou a autoria do atentado que destruiu parcialmente o Café Argana, na Praça Jama El Fna, e que foi inicialmente atribuída a um bombista suicida. Mas há indicações que a explosão poderá ter sido perpetrada pelo grupo terrorista Al-Qaeda.

“A forma como este acto foi levado a cabo faz-nos lembrar o estilo normalmente utilizado pela organização Al-Qaeda”, disse ontem o ministro do Interior marroquino, Taeb Cherkaoui, citado pela agência, que anunciou que o número de mortos tinha subido para 16.

Os primeiro inquérito mostram que as substâncias utilizadas para fazer a bomba estavam também no engenho que explodiu nos atentados de Londres em 2005. Segundo a AFP, um vídeo colocado na Internet três dias antes do acontecimento em Marraquexe e atribuído à Al-Qaeda no Magreb Islâmico incluía uma ameaça a Marrocos.

Mas Mohamed Fadil Redouane, especialista em islamismo em Marrocos, doutorando na École Pratique des Hautes Études (Paris-Sorbonne), considera que deve haver prudência e que é "muito cedo para tirar conclusões".

Redouane entende que a "teoria do complot" - que surgiu em media marroquinos, e segundo a qual por trás do atentado poderiam estar grupos do poder - é uma hipótese que, "se por agora não pode ser verificável, é plausível". "Permitiria a uma parte do poder recuperar o controlo, descredibilizar os islamistas e manter uma certa pressão securitária", disse ao diário francês Le Monde.

Notícia actualizada às 11h28

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Perpetuada? como em "para sempre"?

Revejam lá o texto, por favor!

Paulo Gomes

30.04.2011 10:58

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