O Governo português anunciou hoje uma contribuição extraordinária de 400 mil dólares (301 mil euros) à agência das Nações Unidas para os refugiados palestinianos (UNWRA), reafirmando a sua “profunda preocupação com a situação humanitária” na Faixa de Gaza.
Num comunicado divulgado hoje pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, o executivo pede o “estabelecimento de um cessar-fogo imediato” e a “retirada das forças israelitas de Gaza”, tal como prevê a resolução aprovada na última quinta-feira pelo Conselho de Segurança da ONU.
“O Governo português encoraja uma vez mais Israel a garantir as condições necessárias de segurança que permitam a distribuição regular de ajuda humanitária, incluindo tratamento médico às vítimas e populações afectadas”, sublinha a nota, adiantando que o reforço financeiro concedido à UNWRA responde a “apelo de emergência emitido por aquela organização”.
Considerando que “não existe uma solução militar para o conflito” no Médio Oriente e que o actual conflito pode contribuir para “a radicalização” na região, Lisboa reitera a “necessidade de regresso à via negocial” para que seja possível a criação de “um Estado Palestiniano independente, viável e democrático a viver lado a lado, em paz e segurança, com Israel e os seus outros vizinhos”.


