Portugal apoiará eventual candidatura de Ramos-Horta a secretário-geral da ONU

09.02.2006 - 22:42 Por Lusa
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Freitas do Amaral, garantiu hoje que Portugal apoiará uma eventual candidatura do seu homólogo timorense, José Ramos-Horta, a secretário-geral das Nações Unidas, se houver um consenso entre os membros da ONU.
Em entrevista à SIC Notícias, Freitas do Amaral afirmou que Portugal estará "na primeira linha" para apoiar uma candidatura de Ramos-Horta e que já deu essa orientação ao embaixador português na ONU, João Salgueiro.
O ministro afirmou que a ONU pediu à diplomacia portuguesa uma opinião sobre a possibilidade de Ramos-Horta suceder ao ganês Kofi Annan e que o nome do ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor-Leste está numa lista de possíveis candidatos, na posse dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança: Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, França e China.
O nome de José Ramos-Horta já foi citado pelo antigo embaixador norte-americano na ONU Richard Holbrooke como um dos diplomatas com possibilidade de ser o próximo secretário-geral da organização, ressalvando que o facto de Timor-Leste ser um país "muito pequeno" pode prejudicar as suas hipóteses.
O próprio Ramos-Horta admitiu ontem, em entrevista a um diário de Macau, que "em política nunca se deve dizer nunca", mas frisou que, por enquanto, não é um concorrente formal ao lugar.
O próximo secretário-geral deverá ser asiático, cumprindo a lógica de rotatividade regional que vigora na ONU.
O actual líder do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o turco Kemal Dervis; o vice-primeiro-ministro tailandês, Surakiart Sathirathai; o ministro dos Negócios Estrangeiros sul-coreano, Ki Moon; e Jayantha Dhanapala, do Sri Lanka, são outros possíveis sucessores de Kofi Annan.


