O radiotelescópio Allen (ou ATA, Allen Telescope Array) acaba de ser posto em hibernação por falta de recursos, deixando assim de procurar no Cosmos sinais de vida extraterrestre inteligente.
O ATA é uma joint venture do Instituto SETI (Search for Extrarrestrial Intelligence) e da Universidade da Califórnia em Berkeley. Ainda está em construção, estando prevista uma configuração final de 350 antenas parabólicas, mas a rede de 42 antenas já instaladas (a uns 450 quilómetros da nordeste de São Francisco), estava operacional desde Outubro de 2007. Deve o seu nome a Paul Allen, co-fundador da Microsoft, que tem contribuído com mais de 30 milhões de dólares para o projecto.
Num email enviado a 22 de Abril de 11 aos accionistas, o presidente do SETI Tom Pierson anunciou que a Universidade de Berkeley tinha decidido reduzir as operações do Rádio Observatório de Hat Creek, o local onde se encontra o ATA, para um “estado de hibernação” já este mês. A razão: o financiamento público foi reduzido para “aproximadamente um décimo do seu nível anterior”. Lê-se ainda no email que hibernação “significa que, a partir desta semana, o equipamento deixa de estar acessível para as observações normais e que a manutenção da sua segurança passa a ser garantida por uma equipa substancialmente reduzida”.
Uma das coisas que o ATA estava a preparar-se para “escutar” durante os próximos dois anos eram os 1235 candidatos a planetas extrasolares recentemente descobertos pela missão Kepler da agência espacial norte-americana Nasa. Pierson explica que o SETI vai agora tentar angariar os cinco milhões de dólares necessários para repor o ATA em actividade – através, nomeadamente, de donativos privados e de um eventual contrato com as Forças Aéreas norte-americanas que visa integrar o ATA na rede de vigilância do lixo espacial.


