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Varsóvia quer mísseis Patriot para enfrentar eventuais ameaças

Polónia exige mais contrapartidas para aceitar sistema antimíssil americano

04.07.2008 - 18:42 Por Agências

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Donald Tusk diz que a "aliança estratégica" com os EUA não está em causa Donald Tusk diz que a "aliança estratégica" com os EUA não está em causa (Peter Andrews/Reuters)
O primeiro-ministro polaco considerou insuficientes as contrapartidas oferecidas por Washington para a instalação no país de parte do sistema antimíssil que os EUA pretendem construir no Leste da Europa. Varsóvia insiste na colocação, a título permanente, de mísseis terra-ar Patriot para dissuadir eventuais ataques de países vizinhos.

“Não chegámos a um resultado satisfatório no que diz respeito ao aumento do nível da segurança polaca”, afirmou o primeiro-ministro, Donald Tusk, depois de ter analisado a última proposta apresentada pela Administração americana.

O primeiro-ministro liberal garante, porém, que o país pretende continuar a negociar com Washington e diz que Varsóvia pretende manter o “alinhamento” com Washington, pois a aliança é “estratégica” para os interesses polacos.

A Casa Branca já se mostrou disponível para continuar a negociar, mas a resposta do Governo polaco representa um revés para a Administração Bush, empenhada em concluir o quanto antes o escudo antimíssil com que pretendem anular eventuais ameaças oriundas do Oriente. O projecto desagrada à Rússia, por considerar que a instalação de sistemas ofensivos junto às suas fronteiras constitui uma ameaça ao país.

O Governo da República Checa aceitou já a instalação de um radar de detecção no país, mas o Parlamento ainda não ratificou o acordo e a recusa polaca em aceitar as contrapartidas para a instalação de dez baterias antimíssil pode levar a que o projecto não arranque ainda durante o mandato de George W. Bush.

Donald Tusk sublinha que Varsóvia não pede “meios financeiros extraordinários”, nem “grandes quantias de dinheiro”. “O que pretendemos é a presença permanente de armamentos que garantam a segurança da Polónia”, sublinhou.

Não se conhece em concreto o pacote de incentivos apresentados pelos EUA, mas é sabido que Washington estará disponível a desembolsar milhões de dólares para renovar o sistema de defesa aéreo polaco e admite instalar no país, de forma temporária, mísseis Patriot – mísseis de defesa concebidos para destruir no ar projécteis inimigos.

Donald Tusk considera, no entanto, que as contrapartidas oferecidas são insuficientes para responder às “novas ameaças que a instalação do equipamento americano pode suscitar. “Se elas se concretizarem, precisamos de outros equipamentos técnicos, como os mísseis Patriot em território polaco, e não apenas por um ano”, sublinhou.

Os analistas sublinham que esta é a primeira vez que a Polónia diz não aos EUA desde a aliança firmada entre os dois países após o fim da era soviética. O próprio Presidente polaco, o conservador Lech Kaczynski, considera que o primeiro-ministro foi longe demais e que a instalação das baterias deveria ser aceite sem condições.

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Nem a chapada!

A guerra so serve os fabricantes de armas e de guerras! Os povos deverão repudia-las por que são ...

jose almeida

08.07.2008 17:20