• |
  • Iphone
  • |
  • Mobile
  • |
  • RSS
  • |
  • Twitter
  • |
  • Facebook
  • Siga-nos em:
  • Google transforma Gmail para competir com Facebook e Twitter
  • "Um suicídio no trabalho é uma mensagem brutal"
  • A cidade que morre quando o sol se põe

Dirigentes denunciam desrespeito pela integridade territorial da Geórgia

Polónia e países bálticos criticam plano de paz mediado por Sarkozy

13.08.2008 - 16:32 Por AFP, PÚBLICO

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
Os Presidentes da Polónia, Lituânia, Estónia e o primeiro-ministro da Letónia criticaram o plano de paz mediado por Nicolas Sarkozy, presidente em exercício da União Europeia, por considerarem que não garante o direito à integridade territorial da Geórgia.
Os quatro dirigentes encontraram-se em Tbilissi com o Presidente Mikhail Saakashvili Os quatro dirigentes encontraram-se em Tbilissi com o Presidente Mikhail Saakashvili (Irakli Gedenidze/Reuters)

“Pensamos que os documentos apresentados a noite passada – primeiro em Moscovo e depois em Tbilissi – ignoram a questão essencial, o respeito pela integridade territorial da Geórgia”, lê-se num comunicado conjunto divulgado hoje em Varsóvia, pouco depois de os quatro dirigentes terem regressado de uma viagem à capital georgiana.

Os três países do Báltico e a Polónia sublinham a importância de serem respeitadas as “fronteiras internacionalmente reconhecidas” da Geórgia, abrangendo as regiões autónomas da Abkházia e Ossétia do Sul, agora sob controlo das tropas russas.

A Rússia aceitou ontem pôr fim à ofensiva, mas colocou como condição a um acordo de cessar-fogo a retirada de todas as tropas georgianas daqueles territórios, os quais, afirma, devem ter direito à auto-determinação.

Após a visita a Tbilissi, durante a qual se reuniram com o Presidente Mikhail Saakashvili, quatro dirigentes apresentaram uma declaração em seis pontos (tantos como o acordo de cessar-fogo mediado por Sarkozy), o primeiro dos quais defende a oficialização da candidatura de Tbilissi à NATO.

Os quatro países exigem ainda um “cessar-fogo imediato”, a “retirada das tropas de ocupação da Geórgia” e a “criação de uma força de paz internacional supervisionada pela UE”. Por último, exigem a criação de corredores humanitários e uma acção concertada internacional para enviar ajuda “às vítimas civis da agressão russa”.

Antes de partir para Tbilissi, o Presidente polaco tinha já criticado o plano de paz conseguido por Sarkozy. “Ouvimos falar das condições de suspensão das operações, mas não há uma única palavra sobre a integridade territorial da Geórgia”, lamentou Lech Kaczynski.

Para a Polónia esta lacuna representa “uma violação das regras que estiveram na base da paz na Europa durante várias dezenas de anos”.

Os três países do Báltico foram anexados pela URSS e só reconquistaram a sua independência com a queda do comunismo, enquanto a Polónia pertenceu durante esse período ao Pacto de Varsóvia, aliança militar que agrupava os regimes comunistas que permaneciam sob a influência de Moscovo. Desde a dissolução da União Soviética, os quatro países têm mantido relações difíceis com Moscovo, à semelhança do que sucede nos últimos anos com a Geórgia e a vizinha Ucrânia.

  • 41 leitores
  • 26 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1338865

Comentário + votado

???

El Gordo, trata se de mal entendido. Eu referia-me ao petroleo que vem do Azerbeijao, atravessando ...

Filipe

15.08.2008 14:57

Comentar Critérios para publicação de comentários dos leitores

Restam 1200 caracteres

Os comentários deste site são publicados sem edição prévia, pelo que pedimos que respeite os nossos Critérios de Publicação. O seu IP não será divulgado, mas ficará registado na nossa base de dados.

Quaisquer comentários inadequados deverão ser reportados utilizando o botão “Denunciar este comentário” próximo da cada um. Por favor, não submeta o seu comentário mais de uma vez.