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Violência já provocou 34 mortos

Polícia do Rio ocupa favela e diz que ela pertence ao Estado

25.11.2010 - 10:20 Por PÚBLICO

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Polícia diz que vai ficar na favela por tempo indeterminado Polícia diz que vai ficar na favela por tempo indeterminado (Sergio Moraes/Reuters)
A polícia do Rio de Janeiro anunciou na noite desta quinta-feira dominar a favela da Vila Curzeiro, um dos focos da onda de violência dos últimos dias. “A comunidade da Vila Curzeiro pertence ao Estado”, afirmou o subchefe operacional da Polícia Civil, delegado Rodrigo Oliveira, citado pelo jornal “Globo”.

Depois de mais uma noite de violência no Rio de Janeiro, seis tanques de guerra da Marinha e 150 homens do Batalhão de Operações Policiais Especiais da Polícia Militar entraram, na tarde de quinta-feira, em Vila Cruzeiro, para prevenir novos ataques e que se incendeiem veículos.

Durante a tarde, os carros blindados foram recebidos com tiros de traficantes, obrigando a que sete moradores de Vila Cruzeiro, no bairro nortenho da Penha, apanhados no fogo cruzado entre a polícia e os marginais fossem internados no hospital Getúlio Vargas. Um dos tanques da marinha foi atingido por oito tiros, deixando-o fora de operação.

Depois de ter anunciado o domínio da favela, o delegado Rodrigo Oliveira afirmou que ela será ocupada por polícias civis e militares por tempo indeterminado, revelando que diversos criminosos fugiram para a favela Complexo do Alemão, que cola com a Vila Cruzeiro.

“Existe uma rota de fuga e temos dificuldades de a alcançar. Mas a gente entre hoje na Vila Cruzeiro e não sai mais. (…) É a resposta que a sociedade precisa”, disse o delegado ao “Globo”.

O reforço do policiamento durante o dia de ontem e o facto de ter sido posta de prevenção a polícia militar não foi suficiente para conter a onda de violência hoje, cujo balanço das autoridades conta 34 mortos, 11 presos e 46 veículos incendiados.

Ao jornal “O Globo” moradores de uma das zonas fechadas pela polícia militar mostraram-se satisfeitos com a presença das forças de segurança – que vão ajudar apenas no policiamento e não actuar de forma directa no combate à violência, como já aconteceu noutros anos.

Antes, quatro pessoas foram mortas e outras três ficaram feridas em confrontos com trocas de tiros com a polícia, na favela do Jacarezinho, também no Rio, onde entraram 100 polícias de delegações especializadas de combate ao narcotráfico.

Ainda durante a madrugada, refere o mesmo jornal, pelo menos quatro acções criminosas assustaram moradores em diferentes pontos do Estado. Segundo a polícia militar, os ataques foram registados na Penha (onde um motorista de autocarro foi baleado), na Mesquita, na Baixada Fluminense, nas Laranjeiras, Zona Sul, e na Barra da Tijuca, Zona Oeste.

Segundo as autoridades, esta violência é uma resposta à criação das unidades de polícia pacificadora (UPP) para combater o narcotráfico e restabelecer a ordem nas favelas. O secretário de Segurança do Estado, José Mariano Beltrame, disse, por sua vez, que os ataques são a reacção dos traficantes ao policiamento das favelas e à transferência de alguns dos cabecilhas para prisões federais.

Nas 13 operações polícias realizadas ontem, que abrangeram 28 favelas, 15 pessoas morreram nos confrontos com a polícia. Em várias zonas da cidade muitas lojas e outro tipo de comércio permaneceram durante o dia de hoje de portas fechadas, por receio de novas acções de grupos associados ao narcotráfico.
Na quarta-feira, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, tinha lançado um apelo à calma, salientando que as acções eram “um acto desesperado dos criminosos”.

Notícia actualizada às 22h00

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Competências

O perdão aos traficantes só compete a Deus. À polícia brasileira compete a ...

Anónimo

26.11.2010 00:09

X

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