Centenas de manifestantes tamil manifestaram-se hoje, pelo segundo dia consecutivo, à porta do Parlamento britânico, a pedir a ajuda de Londres para se conseguir um cessar-fogo entre as forças do Sri Lanka e os separatistas tamil. Quatro foram detidos por confrontos com a polícia.
Depois de ontem o início da manifestação ter juntado cerca de três mil pessoas, o centro de Londres voltou agora a ser palco dos apelos tamil. “Estão aproximadamente 500 manifestantes na Parliament Square. Temos um plano de contingência em caso de os números voltarem a subir”, afirmou uma fonte policial.
Segundo a Reuters, a polícia foi obrigada a deter quatro pessoas que resistiram à transferência dos manifestantes da ponte de Westminster para a praça. Várias centenas tinham passado a noite no local da manifestação, bloqueando as ruas. Barcos da polícia estavam em alerta, depois de ontem dois dos manifestantes terem saltado para o rio Tamisa.
Os manifestantes, organizados por estudantes tamil, dizem que irão continuar com a sua campanha durante o tempo que for possível. Temem que milhares de civis sejam mortos pelo Exército do Sri Lanka na sua ofensiva contra os tigres do LTTE.
“Queremos que o Governo britânico use o seu poder como membro do Conselho de Segurança [das Nações Unidas] para levar ao Sri Lanka um cessar-fogo controlado internacionalmente”, explicou Arjunan Ethirveerasingam, de 26 anos.
O ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, David Miliband, afirmou que Londres está “muito preocupada com o apelo dos civis apanhados nos confrontos”, e reiterou um pedido de tréguas. “A necessidade de um cessar-fogo humanitário é agora mais urgente”, disse num comunicado. “É vital que os civis se possam deslocar do perigo para a segurança.”
As Nações Unidas afirmam que dezenas de milhares de pessoas estão a ser usadas como escudos humanos pelo LTTE, e pediu ao Exército que os proteja no final da ofensiva.
Palitha Kohona, secretário permanente do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Colombo, afirmou à rádio BBC que o Governo não pode parar a operação contra os tigres enquanto estes não depuserem as armas. “O Governo quer proteger os civis, queremos os civis fora, mas a única coisa decente que o LTTE pode fazer agora... é deixá-los partir”, declarou.



