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Proprietário terá pago três milhões de dólares

Piratas somalis libertam superpetroleiro saudita

09.01.2009 - 16:36 Por Agências

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O "Sirius Star" foi sequestrado em Novembro, em pleno oceano Índico O "Sirius Star" foi sequestrado em Novembro, em pleno oceano Índico (US Navy/Reuters)
O superpetroleiro saudita “Sirius Star”, cuja captura em Novembro levou vários países a enviar forças navais para as costas do Índico, foi libertado hoje. O grupo de piratas somalis responsável pelo sequestro revelou que a empresa proprietária pagou um resgate de três milhões de dólares.

“Todos os nosso homens deixaram o ‘Sirius Star’”, garantiu Mohamed Said, chefe do grupo, em declarações por telefone à AFP, a partir de Harardhere, um porto situado 300 quilómetros a norte de Mogadíscio, onde o navio e os seus 25 tripulantes foram mantidos nos últimos dois meses.

O grupo exigia um resgate de 25 milhões de dólares – cerca de um quarto do valor estimado para as 300 mil toneladas de crude que o navio transportava – mas foram baixando as suas reivindicações até um valor final de três milhões de dólares, explicou Farah Osman, um porta-voz do grupo, ouvido pela Reuters.

A libertação do petroleiro foi já confirmada pela East African Seafarers Assistance, uma organização marítima regional, sediada no porto queniano de Mombaça, mas a empresa proprietária, uma subsidiária da companhia petrolífera saudita Aramco, escusou-se a tecer quaisquer comentários.

Um outro pirata do mesmo grupo, garantiu à AFP que “a questão do ‘Sirius Star’ foi resolvida pacificamente” e que nenhum membro da tripulação, composta por dois britânicos, dois polacos, um croata, um saudita e 19 filipinos, “foi ferido durante o tempo que estiveram sequestrados”.

“Siris Star” – um moderno superpetroleiro lançado ao mar em 2008 e com um valor estimado em 150 milhões de dólares – foi capturado em Novembro, 800 quilómetros a Leste de Mombaça, naquele que foi o ataque mais audaz conduzido até hoje por piratas somalis. A zona fica já distante do golfo de Áden (estreita faixa de mar à entrada do mar Vermelho), a área onde ocorreram a maioria dos mais de cem sequestros de navios registados em 2008 e que valeram às organizações criminosas resgates estimados em mais de 120 milhões de dólares.

Face ao aumento dos ataques, as seguradoras aumentaram os prémios exigidos para cobrir as viagens pela região e várias associações de armadores decidiram deixar de usar o canal do Suez, optando pela via marítima que liga o Atlântico ao Índico pelo Cabo da Boa Esperança.

Para combater o aumento da pirataria – que cresceu descontrolada, num país há quase duas décadas sem um governo central – a União Europeia lançou, no início de Dezembro, a primeira operação naval da sua história, enviando para a região seis navios de guerra, três aviões de patrulha, colocados sob comando britânico. Na zona, encontra-se também a Vª frota americana, bem como navios russos, chineses e indianos.

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t

Ou como se financiam terroristas sem dar nas vistas.

Sousa da Ponte

10.01.2009 10:58

X

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