Piratas somalis chegam a acordo para libertar cargueiro ucraniano

30.11.2008 - 20:24 Por PÚBLICO, com Reuters
Os piratas somalis e os proprietários do cargueiro ucraniano MV Faina chegaram a acordo para a libertação do navio, sequestrado a 24 de Setembro e que transportava armamento pesado, incluindo 33 carros blindados T-72, de fabrico soviético.
“O acordo foi alcançado mas estão ainda a discutir as modalidades relativas à libertação do navio, da carga”, disse à agência Reuters Andrew Mwangura, do Programa de Apoio à Navegação da África Oriental, uma organização de monitorização da pirataria na costa da Somália e do Quénia, criada em 1996. “Também estão a negociar a entrega do dinheiro. Mas ouço dizer que as coisas estão a correr bem e que o navio deverá ser libertado”, adiantou.
Os piratas tinham exigido um resgate de 20 milhões de dólares (15,8 milhões de euros) pelo navio, que transporta ainda lança-granadas e munições. A tripulação é composta por 20 homens. Neste momento, cerca de duas centenas de tripulantes de mais de uma dúzia de navios sequestrados estão em poder dos piratas.
Hoje expirou o prazo para a libertação do superpetroleiro Sirius Star, o maior navio alguma vez capturado numa acção de pirataria, de acordo com a agência Reuters.
Os sequestradores exigem 25 milhões de dólares para devolver o navio, que está avaliado em 150 milhões de dólares e transporta um carregamento de petróleo avaliado em cem milhões de dólares e que seria suficiente para abastecer Portugal de combustível durante seis dias.
O superpetroleiro foi sequestrado a 15 de Novembro e os piratas ameaçam provocar uma catástrofe ecológica se o resgate não for pago. Esta sexta-feira capturaram ainda um navio de transporte de produtos químicos, o Biscaglia, o terceiro deste tipo actualmente em poder dos piratas.
Mais de 20 mil navios cruzam todos os anos as águas do golfo de Aden, onde tem decorrido a maioria dos ataques dos piratas.

