Augusto Pinochet não terá um funeral com honras de Estado nem luto nacional, mas apenas cerimónias fúnebres com honras militares, avançou hoje o porta-voz do Governo chileno, Ricardo Lagos Weber. O ex-ditador será sepultado terça-feira.
“O Governo autorizou que as bandeiras sejam colocadas a meia haste em edifícios militares”, indicou o responsável, sublinhando que o Executivo de Santiago vai assegurar que seja “mantido um clima de tranquilidade e de imparcialidade no país”.
Um comunicado do Exército chileno indica, por sua vez, que terça-feira serão celebradas missas na Escola Militar por Augusto Pinochet e que a urna com o corpo do general ficará em câmara ardente no mesmo local até ao funeral, cuja hora ainda não foi avançada.
O Governo chileno tinha já adiantado que apenas estaria prevista uma homenagem militar no funeral do antigo ditador.
Pouco depois da hospitalização de Pinochet devido a um enfarte do miocárdio há uma semana, a Presidente chilena, Michelle Bachelet, recebeu, num encontro privado, o comandante das Forças Armadas, o general Oscar Izurieta, para definir o protocolo em torno do funeral.
Nesse encontro terá ficado estabelecido que a urna com o corpo de Pinochet ficaria em câmara ardente na Escola Militar e seria honrada pelo Exército, dado que o general nunca foi condenado por violações dos direitos humanos e nunca perdeu a graduação de general e a sua posição de ex-comandante do Exército.
Segundo o jornal “La Tercera”, o Governo deverá enviar em sua representação às cerimónias fúnebres a ministra da Defesa, Viviane Blanlot.



