Iniciativa do Movimento pela Paz

Perto de 400 pessoas condenaram no Porto "terrorismo de Israel no Líbano e Palestina"

26.07.2006 - 21:32 Por Lusa

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O libanês Michel Kabalan considerou que Israel "está a fazer todo o país pagar muito caro por causa do Hezbollah" O libanês Michel Kabalan considerou que Israel "está a fazer todo o país pagar muito caro por causa do Hezbollah" (Estela Silva/Lusa)
Pelo menos 400 pessoas participaram hoje, no Porto, na concentração organizada pelo Movimento pela Paz em solidariedade com os povos do Líbano e da Palestina.

Daniel Vieira, do movimento que congrega, entre outros, o PCP, o Bloco de Esquerda (BE) e a União de Sindicatos do Porto e "mais de 30 organizações sociais e associações de estudantes", considerou que a afluência alcançou as expectativas, até porque "o momento não é o melhor, porque muitos portugueses estão de férias".

Na concentração viram-se muitas personalidades da vida política e cultural do Grande Porto, destacando-se entre todos um casal de namorados, ela portuguesa, ele libanês, com um cartaz em que, de um lado se lia em árabe "Fim ao terrorismo de Israel" e do outro a mesma frase em inglês.

Michel Kabalan, que está a fazer um mestrado numa universidade alemã, saiu da sua Beirute natal cinco dias antes do início do conflito, para passar umas férias em casa da namorada portuense, Joana Gomes, antes de regressar aos estudos na Alemanha. "É incrível a quantidade de destruição que Israel causou apenas nas primeiras 48 horas da guerra, arrasando todas as principais infra-estruturas do país", disse Michel Kabalan.

O estudante libanês, que é cristão, considerou "injusta" a actuação de Israel que "está a fazer todo o país pagar muito caro por causa do Hezbollah".

Tem toda a família em na zona Leste de Beirute, maioritariamente cristã, que ainda não foi bombardeada pela aviação israelita, com a qual apenas existe comunicação através de telefone fixo num só sentido, do Líbano para o exterior.

O bloquista João Teixeira Lopes afirmou estar presente porque "o BE e a cidade do Porto têm de estar contra o terrorismo do Hezbollah e contra o terrorismo do Estado de Israel". O deputado apelou à cessação imediata das hostilidades e ao estabelecimento de negociações conducentes "ao desarmamento de todas as partes".

Por sua vez, o deputado Honório Novo (CDU) referiu que a concentração demonstra a "indignação contra a guerra que está a matar todos os dias crianças e velhos inocentes" e apelou ao "fim dos ataques e dos bombardeamentos e a ao início da negociações de paz".

Em comunicado, o Movimento pela Paz acusa o Governo português de "lavar as mãos" perante esta "nova guerra cruel e lamenta que não haja da parte de Lisboa "uma palavra de condenação ao Governo de Israel, colocando-se, assim, do mesmo lado dos criminosos que desafiam toda a humanidade, cometendo os mais abomináveis crimes de guerra".

O Movimento pela Paz exige o "fim da agressão à Palestina, dos bombardeamentos ao Líbano e do terrorismo de estado de Israel".

Israel lançou a 28 de Junho um ataque militar contra a Faixa de Gaza, que já provocou mais de cem mortos, na sequência do sequestro de um soldado israelita por milícias palestinianas.

Há cerca de duas semanas, Israel iniciou uma outra ofensiva militar, desta vez contra o Líbano, na sequência do sequestro de dois outros soldados israelitas pela milícia xiita libanesa Hezbollah.

Os ataques contra o Líbano provocaram já centenas de mortos e pelo menos meio milhão de refugiados.

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Sémpre os mesmos

Que pena! imaginava que estes protestantes eram contra as acções terroristas, venham de onde ...

Anónimo

27.07.2006 11:15

X

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