O Parlamento grego ratificou ontem à noite o Tratado de Lisboa, adoptando o texto por uma larga maioria, a poucas horas de um referendo na Irlanda que mantém hoje as instituições comunitárias em suspenso.
Dos 292 deputados presentes, 250 votaram a favor do tratado, ao passo que 42 votaram contra, anunciou o presidente do Parlamento de uma única câmara, Dimitris Sioufas.
A maioria esteve composta por deputados conservadores da Nova Democracia - no poder - e membros da oposição socialista (PASOK).
Os deputados do Partido Comunista (KKE), da esquerda radical (Syriza) e do partido de extrema-direita Alarme ortodoxo popular (LAOS) votaram contra.
A Grécia é o 18.º país da UE a adoptar o texto, após a Finlândia e a Estónia, durante o dia ontem.
"Este tratado é um passo suplementar em direcção a uma nova Europa mais unida, mais eficaz, mais credível e mais forte", indicou aos deputados o primeiro-ministro Costas Caramanlis.
"É um compromisso político claro, um denominador comum dos países da União, não há outra via", acrescentou.
O presidente do PASOK, Georges Papandreou, afirmou por seu lado o seu apoio a um projecto que julga ser "um melhor ponto de partida para mudar a Europa", nomeadamente para uma UE "mais democrática e mais social".
O Tratado de Lisboa foi aprovado no dia 19 de Outubro de 2007 pelos dirigentes europeus a fim de permitir à UE melhor funcionar a 27, depois de fracassado o projecto inicial da Constituição Europeia, rejeitada em referendo popular pela França e pela Holanda.



