A Assembleia Nacional francesa aprovou hoje uma nova lei antiterrorista que prevê, entre outros aspectos, o reforço da vídeo vigilância e o agravamento da moldura penal para este tipo de crimes.
O texto, elaborado pelo Governo na sequência dos atentados em Londres, em Julho deste ano, vai ser agora enviado para o Senado, onde é esperada a sua aprovação até ao final do ano.
A oposição socialista absteve-se, mas os seus votos não eram necessários para a adopção do texto, que dota a França de uma das legislações europeias mais duras no combate ao terrorismo.
O pacote legislativo autoriza a detenção de suspeitos por um período máximo de seis dias (contra os actuais quatro) em caso “de iminência de um acto terrorista” e reforça os poderes de investigação da polícia.
Da mesma forma, é autorizada a vigilância por vídeo nos transportes públicos, estações, terminais e aeroportos, mas também em zonas de concentração pública, como centros comerciais e locais de culto.
A adopção da lei coincidiu com a detenção de seis radicais islâmicos, no âmbito de um inquérito preliminar a transferências suspeitas de capitais. As detenções ocorreram no oeste e no centro do país, nomeadamente nas cidades de Bourges, Saint-Malo, Chateauroux e Tours.


