Por ser o decano dos eurodeputados a sair das eleições europeias de Junho, Jean-Marie Le Pen teria direito a presidir à sessão inaugural do novo Parlamento. Para impedir o líder da extrema-direita francesa de o fazer, os eurodeputados votaram hoje uma alteração ao regulamento interno da Assembleia: agora passará a ser o presidente cessante a presidir à sessão ou, se este não for reeleito, um dos 14 vice-presidentes cessantes.
A emenda para alterar a regra do decano foi proposta pelos presidentes dos maiores grupos políticos no Parlamento, o socialista alemão Martin Schulz e o conservador francês Joseph Daul. Com o apoio dos Verdes e dos Liberais, foi aprovada por uma maioria esmagadora.
O tema foi levantado em Março, quando Martin Schulz e o co-presidente dos Verdes, Daniel Cohn-Bendit, se inquietaram com a possibilidade de Jean-Marie Le Pen, de 80 anos, ser o mais velho eurodeputado eleito nas próximas eleições e vir por isso a presidir à sessão inaugural do novo Parlamento. O actual decano, o socialista Giovanni Berlinguer, 84 anos, não se recandidata.
Pouco depois, em pleno hemiciclo, o chefe da Frente Nacional reiterou que as câmaras de gás foram um “detalhe” da História – declarações pelas quais já foi condenado pela justiça no seu país. Conservadores e liberais ficaram então convencidos de que era preciso mudar os regulamentos internos.
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