Parlamento Europeu aprova nova lei do repatriamento de imigrantes ilegais 
18.06.2008 - 11:34 Por PÚBLICO, Agências
A proposta legislativa que estabelece as novas regras de facilitação da expulsão dos imigrantes ilegais, a controversa "Directiva de Retorno", foi hoje votada favoravelmente em assembleia plenária do Parlamento Europeu, em Estrasburgo.
A votação de hoje encerra um processo negocial que se prolongou durante anos e deverá entrar em vigor em 2010.
O documento foi aprovado sem emendas por 369 votos a favor e 197 contra. Os Estados-membros têm agora um prazo de dois anos para ajustar a norma às suas legislações nacionais.
A nova legislação comunitária aperta o cerco aos imigrantes ilegais permitindo, por exemplo, a sua expulsão para países por onde passaram antes de entraram em território europeu, ficando ainda proibidos de regressar à Europa durante cinco anos.
Outra das alterações previstas na “Directiva de Retorno” é o alargamento do tempo de detenção dos ilegais, que podem ficar presos até uma máximo de 18 meses. Esta é uma das disposições que mais polémica tem levantado, uma vez que há nove Estados-membros que não querem qualquer prazo máximo de detenção.
Depois de aprovada pelo Parlamento Europeu, a directiva vai voltar ao Conselho de Ministros para a aprovação formal e entrará em vigor dois anos após a sua publicação oficial.
Legislação nacional não vai ser alterada
O Ministério da Administração Interna já garantiu que a "Directiva de Retorno" não vai afectar o regime contido na Lei da Imigração, obrigando apenas a "reajustamentos cirúrgicos" relativamente ao apoio jurídico aos cidadãos com ordem de expulsão.
Portugal irá manter o prazo máximo de detenção de dois meses para imigrantes ilegais, a assistência jurídica e a proposta de retorno voluntário antes de qualquer expulsão.
"Portugal tem uma legislação humanista e equilibrada que confere mais garantias que as mínimas que são consagradas na Directiva, pelo que a lei portuguesa não vai mudar", afirmou ontem Rui Pereira, ministro da Administração Interna.
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