A candidata republicana à vice-presidência dos Estados Unidos, Sarah Palin, indicou que o Presidente da Venezuela Hugo Chávez é um “ditador”, não descartando a hipótese de impor sanções ao seu país.
“Estava em Wisconsin quando chamou ditador a Chávez", mencionou o entrevistador do canal televisivo Univision, o primeiro meio de comunicação de língua hispânica a entrevistar Palin. “Sim [chamei-lhe ditador]”, confirmou Palin.
A “número dois” do aspirante à Casa Branca John McCain indicou, porém, não concordar com uma hipotética intervenção militar contra Chávez. “A acção militar tem que ser a última opção, sempre, quaisquer que sejam os problemas e os desafios que temos que enfrentar no mundo”, disse Palin, acrescentando que tanto ela como McCain odeiam a guerra e amam a paz.
“Queremos, através das negociações, e das sanções (...), pressionar ditadores como Hugo Chávez para que vejam que não se podem meter com os Estados Unidos da forma que eles querem”, acrescentou.
Chávez já indicou no passado querer usar o petróleo como “uma arma” e Sarah Palin destacou, por isso, a importância dos Estados Unidos em alcançarem a “independência energética” para serem “menos e menos dependentes de alguém” como o Presidente venezuelano.
A governadora defendeu ainda, na mesma linha de McCain, um reforço da segurança das fronteiras norte-americanas como parte de um programa mais alargado que teria como objectivo dar uma solução aos problemas que enfrentam os 12 milhões de ilegais no país.



