Pelo menos 30 pessoas morreram na explosão de um carro armadilhado, activado por um suicida, junto a uma assembleia de voto, noroeste do Paquistão, durante uma eleição para a assembleia provincial.
“O número de mortos atingiu os 30. Mas poderá aumentar ainda mais”, disse à Reuters o chefe de polícia do posto mais próximo da cidade de Buner, onde ocorreu a explosão. “Foi um ataque suicida”, acrescentou.
O bombista suicida terá actuado sozinho. Conduziu o carro até junto da escola onde estava montada a assembleia de voto e detonou os explosivos enquanto decorria a votação.
Este ataque é o mais recente de uma série de atentados na região, onde as forças de segurança estão a lutar contra a al-Qaeda e os rebeldes taliban, ultimamente muito activos no Paquistão, liderando uma contra-ofensiva aos ataques americanos e paquistaneses às suas forças.
Para além da trintena de vítimas mortais, a mesma fonte policial indicou que cerca de doze pessoas ficaram feridas. O edifício onde estavam instaladas as mesas de voto ficou igualmente destruído, tendo ruído. A eleição local foi adiada, em resultado do atentado.
Em Fevereiro, 44 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas em Mingora, uma das principais cidades do vale de Swat, num atentado suicida ocorrido durante as exéquias fúnebres de um responsável da polícia, ele mesmo morto por uma bomba.
O vale de Swat, que já foi um dos locais turísticos mais frequentados do Paquistão, transformou-se desde o Outono de 2007 num bastião islamista dirigido por um chefe religioso, Maulana Fazlullah, cujo movimento, próximo dos taliban, foi interditado.



