O partido que apoia o Presidente do Paquistão Pervez Musharraf suspendeu a sua campanha eleitoral para as legislativas previstas para 8 de Janeiro, anunciou hoje o seu porta-voz, depois do assassinato da principal figura da oposição, Benazir Bhutto, na quinta-feira. O partido de Benazir está reunido para decidir o futuro.
A decisão de suspender a campanha foi tomada devido “à situação que prevalece” depois da morte de Bhutto num atentado suicida.
Torna-se, assim, uma “opção realista” um adiamento das eleições até três meses, acrescentou Tariq Azim, antigo ministro e porta-voz da Liga Muçulmana do Paquistão (PML).
“Um adiamento de dez a 12 semanas do escrutínio é uma opção realista”, disse, condiderando que a votação pode perder a credibilidade se se realizar já a 8 de Janeiro.
Partido de Bhutto está reunido para decidir sucessão da sua presidente assassinada
O maior partido da oposição no Paquistão está reunido esta manhã para decidir a sucessão da sua presidente assassinada na quinta-feira, Benazir Bhutto, e a participação nas eleições marcadas para 8 de Janeiro.
A reunião, realizada na vasta propriedade da dinastia Bhutto, no distrito de Larkana, está a ser presidida pelo vice-presidente do Partido do Povo Paquistanês (PPP), Makhdoom Amin Fahim.
O favorito para suceder a Benazir é o seu filho, Bilawal. Mas como tem apenas 19 anos, o lugar poderá ser ocupado pelo seu pai e marido da ex-primeira-ministra, Asif Ali Zardari. Outro cenário será Bilawal ser apoiado por um conselho onde estará presente o seu pai.
Mas outros há que apoiam o nome da irmã de Benazir, Sanam, com 51 anos.
Durante esta reunião, Bilawal deverá ler o testamento político de Benazir.


