Pelo menos 34 pessoas morreram esta manhã num atentado suicida na cidade de Rawalpindi, bem próxima da capital paquistanesa, e outras 32 ficaram feridas, de acordo com fontes policiais e hospitalares – no mais recente de uma série de ataques que se intensificaram nas últimas semanas, desde que o exército lançou uma ofensiva contra a rebelião taliban na província do Waziristão Sul.
O kamikaze fez-se explodir junto a uma fila de pessoas que aguardava o pagamento dos salários, bem junto ao hotel de luxo Shalimar, situado nas imediações do quartel-general das forças armadas paquistanesas na região. “Encontramos os destroços de um colete de explosivos e partes do corpo do suicida”, precisou um dos responsáveis da polícia local, Aslam Tarin.
Jornalistas no local descrevem um cenário dantesco, com corpos mutilados espalhados por todo o lado, até a uns 50 metros de distância do local onde o bombista se fez explodir. As autoridades crêem que o balanço de vítimas mortais vá ainda aumentar.
O ataque a Rawalpindi surge ao mesmo tempo que o Governo do Paquistão veio oferecer, através de anúncios publicados nos jornais, uma recompensa de cinco milhões de dólares por informações que conduzam à captura – vivo ou morto – do líder dos taliban paquistaneses, Hakimullah Mehsud, e dos seus principais conselheiros.
“Estas pessoas são assassinas da humanidade e merecem castigos exemplares”, era afirmado nos anúncios, publicados nas primeiras páginas, mostrando as fotografias de Hakimullah e sete dos seus “tenentes”. Só pela cabeça de Hakimullah, do seu braço-direito Wali-ur-Rehman, e do primo, Qari Hussain Mehsud, tido como o “engenheiro” dos atentados suicidas, o Governo de Islamabad oferece uma recompensa de 600 mil dólares.
Os três rebeldes deram há um mês uma entrevista a um grupo de jornalistas, em Sararogha, um forte bastião taliban no Waziristão Sul, mas não existem desde então quaisquer pistas sobre o seu paradeiro.
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