Gesto de Israel entendido como apoio a Abbas

Palestinianos libertados por Israel recebidos como heróis em Ramallah

15.12.2008 - 17:24 Por AFP, PÚBLICO

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Israel libertou hoje 227 prisioneiros, a sua maioria membros da Fatah Israel libertou hoje 227 prisioneiros, a sua maioria membros da Fatah (Yannis Behrakis/Reuters (arquivo))
Os 227 prisioneiros palestinianos libertados hoje por Israel foram acolhidos como heróis pelo presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, no seu quartel-general em Ramallah, na Cisjordânia.

Os detidos, 210 oriundos da Cisjordânia e 17 da Faixa de Gaza, foram libertados junto ao posto de controlo de Beitunia, à entrada de Ramallah, pouco depois de terem sido reunidos num campo militar próximo.

Filiados maioritariamente na Fatah, o movimento encabeçado por Abbas, os palestinianos entraram pouco depois na cidade, que saiu às ruas para saudar a fila de autocarros que os transportava. Os detidos, quase todos jovens, foram levados para a Muqataa, onde depois de uma breve homenagem junto ao túmulo de Yasser Arafat, foram recebidos por Abbas, que os abraçou um a um.

“A nossa alegria não estará completa antes da libertação de todos os 11 mil” palestinianos que permanecem nas prisões israelitas, declarou o líder palestiniano, dizendo acreditar que “outros grupos vão seguir-se” aos libertados hoje, até ao “fim do sofrimento de todos os palestinianos”.

A libertação de hoje foi possível depois de o Supremo Tribunal israelita ter rejeitado os recursos apresentados por duas organizações israelitas que contestavam a entrega dos prisioneiros, apesar de nenhum deles ter estado envolvido em crimes de sangue. O gesto é entendido como um sinal de apoio de Israel ao líder da Autoridade Palestiniana face ao Hamas, movimento que controla desde o Verão do ano passado a Faixa de Gaza, recusando obediência a Abbas.

Falando em nome dos prisioneiros libertados, Nabil Abu Qabita, disse que o grupo “quer uma única pátria”. “Não aceitaremos que uma parte desta nação [Gaza] se transforme num emirado como se de um país diferente se tratasse”, acrescentou o porta-voz, numa crítica explícita aos islamistas.

Num comunicado divulgado hoje em Gaza, o Hamas saudou a libertação dos prisioneiros, mas pediu ao líder palestiniano para não aceitar como contrapartida uma colaboração com “o ocupante sionista”.

Ironicamente, na mesma altura em que os 227 jovens eram libertados, um ministro do antigo Governo liderado pelo Hamas, Omar Abdelrazzek, era entregue às autoridades israelitas. Abdelrazzek foi libertado em Agosto, após 26 meses na prisão, mas um tribunal militar israelita determinou que ainda lhe faltava cumprir cinco meses da pena.

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Anónimo

18.12.2008 11:59

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