A UNESCO decidiu aceitar a Palestina como membro do organismo, uma subida do estatuto dos palestinianos, que eram até agora entidade observadora no organismo. O representante português, Luís Filipe Castro Mendes, absteve-se na votação.
A organização cultural foi a primeira agência da ONU a quem os palestinianos pediram para ser membro de pleno direito desde que o líder palestiniano Mahmoud Abbas entregou um pedido, na assembleia-geral, para a adesão de um Estado palestiniano à própria ONU.
Esta adesão às Nações Unidas (onde os palestinianos são hoje "entidade observadora") vai ser votada pelo Conselho de Segurança, e conta com um prometido veto norte-americano.
Os Estados Unidos ameaçaram também que cortariam financiamento à UNESCO caso a organização aceitasse a Palestina como membro de pleno direito. Washington contribui para 22% do orçamento da agência com 70 milhões de dólares anuais.
Estados Unidos, Canadá e Alemanha estão entre os 14 países que votaram contra a adesão da Palestina à UNESCO. França, Brasil, Rússia, China, Índia, África do Sul estão entre os 107 votos a favor, enquanto o Reino Unido, Itália e Portugal se abstiveram num total de 52.
A Palestina torna-se assim o 195º membro da UNESCO.
Notícia actualizada às 15h30


