Quatro engenhos explosivos explodiram hoje em quatro empresas de diferentes localidades da província basca de Guipuzcoa: Beasain, Vergara, Elgoibar e Soraluce. A bomba que explodiu em Elgoibar afectou um depósito de ácido "muito corrosivo e tóxico", segundo fontes da Ertzaintza (polícia basca), afectando dois agentes e um vigilante, que foram conduzidos ao hospital.
As explosões sucederam-se no espaço de uma hora, entre as 03h00 e as 04h00 (hora local, mais uma que em Portugal). A primeira ocorreu na cidade de Beasain, numa empresa situada no bairro Salvatore, causando "estragos de alguma envergadura".
Às 3h40 explodiu a segunda bomba, no bairro de San Blas, em Vergara. Esta explosão afectou um depósito de ácido "muito corrosivo e tóxico", usado no revestimento de louças sanitárias, segundo a Ertzaintza, o que provocou uma nuvem tóxica que afectou dois polícias que tinham acorrido ao local e um vigilante. O ácido em questão provoca irritação nas vias respiratórias e as autoridades estabeleceram um cordão de segurança de 300 metros para evitar que mais pessoas entrem em contacto com a substância.
De acordo com a edição electrónica do jornal "El Mundo", a terceira explosão ocorreu às 4h00 da madrugada (hora espanhola), em Elgoibar, tendo afectado as paredes e janelas da terceira empresa que foi alvo destas explosões.
Por último, às 04h05, deu-se a última explosão. O engenho causou danos materiais numa empresa situada na rua Sagar Erreka, na cidade de Soraluce, e partiu vários vidros de casas adjacentes.
As explosões ainda não foram reivindicadas, apesar de coincidirem com a moção apresentada pelo PSOE (partido socialista espanhol) no Congresso para pedir apoio parlamentar para dialogar com a ETA, caso esta abandone as armas. Segundo o líder do PP (Partido Popular), Mariano Rajoy, esta iniciativa é "uma das coisas mais graves que aconteceram em Espanha nos últimos anos".



