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Marc Gonçalves já regressou aos EUA

Pai de luso-descendente elogia operação levada a cabo pelo Exército colombiano

03.07.2008 - 15:27 Por Lusa

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Marc Gonçalves (ao centro) e os dois colegas depois de serem libertados Marc Gonçalves (ao centro) e os dois colegas depois de serem libertados (US Embassy/Reuters)
O pai do luso-descendente norte-americano sequestrado durante cinco anos pelas FARC, elogiou o Exército colombiano pela “incrível” operação que permitiu a libertação de 15 reféns. Marc Gonçalves já se encontra nos EUA, tendo sido levado para um hospital militar a fim de ser submetido a exames de saúde.

Marc, filho de Josephine Rosano e do luso-americano George Gonçalves, foi captura do pela guerrilha colombiana em 13 de Fevereiro de 2003, quando o avião em que seguia com mais cinco companheiros se despenhou na selva colombiana, durante uma missão para recolher informações sobre plantações de droga. O grupo trabalhava para uma companhia privada contratada pelo Departamento de Defesa norte-americano, que colabora com as autoridades colombianas no combate ao narcotráfico.

Os destroços do avião foram rapidamente cercados por guerrilheiros das FARC que executaram os tripulantes Thomas Janis e Luís Alcides Cruz, levando como reféns Marc Gonçalves e os colegas Keith Stansell e Thomas Howes.

Em declarações à Lusa, a partir de sua casa na cidade de Hebron, no estado do Connecticut, George Gonçalves disse “não ter palavras suficientes” para agradecer o modo como a operação tinha sido levada a cabo.

O luso-americano admitiu que “os familiares dos presos sempre se opuseram a qualquer operação militar devido aos riscos que isso envolveria”, mas sublinha que “o modo como isto foi feito foi incrível”. “Estou muito impressionado”, sublinhou.

O pai do ex-refém luso-descendente garante não ter sido informado pelas autoridades norte-americanas da iminência de uma operação para resgatar o seu filho, tendo sido “informado pelo vizinho que viu a notícia na televisão cerca das 15H30 [20H30 em Lisboa]”.

Os três norte-americanos foram libertados juntamente com a antiga candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt e 11 militares colombianos, todos eles há vários anos em poder da guerrilha colombiana. Horas depois da libertação, os três americanos foram levados por um avião militar para os EUA.

Os antigos reféns chegaram durante a madrugada ao Centro Médico Militar de Brooke, em Santo António (Texas), a fim de serem submetidos a exames clínicos.

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Que bom!

É sempre bom saber que continua a haver portugueses espalhados pelo mundo, trabalhando como ...

Observador

03.07.2008 17:28

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