Um milhar de pacifistas manifestou-se hoje em Bruxelas contra a guerra no Iraque, nos cinco anos do conflito, tentando encerrar a sede da NATO na capital belga, anunciou a polícia local.
Cerca de 450 pessoas foram interpeladas pela polícia em Evere, na periferia da cidade. A multidão foi dispersa depois de algumas pessoas terem sido identificadas pelas autoridades.
Apesar de não ter havido prejuízos provocados pelos manifestantes, estes reclamaram de uma polícia que não hesitou, mesmo assim, em usar cães, jactos de água, gás lacrimogéneo e cavalos para dispersar os manifestantes. Mas não foi feita nenhuma detenção.
Os pacifistas, oriundos de 17 estados-membros da NATO mas também de não-alinhados como a Croácia, afirmaram às agências que o objectivo era apenas “encerrar simbolicamente as instalações da Aliança Atlântica, com fita adesiva, por exemplo”, mas que as forças policiais interpelaram de imediato.
Os pacifistas acusam a NATO de ser instrumento da política norte-americana quer no Iraque quer no Afeganistão e opõem-se também ao armamento nuclear detido pelos países da NATO. A preocupação destes manifestantes surge na mesma altura em que o Presidente francês Nicolas Sarkozy anunciou o relançamento do programa de desenvolvimento dos mísseis nucleares franceses M51 e a inauguração de novos submarinos nucleares com sistema de lançamento de engenhos, mesmo depois dos jornais franceses ontem falarem da intenção do Presidente, de reduzir o armamento nuclear francês para metade.
Os pacifistas em Bruxelas manifestavam-se também preocupados com o facto da França querer voltar a fazer parte das forças integradas da NATO.


