A região separatista georgiana da Ossétia do Sul, a quem a Rússia reconheceu em Agosto a independência da Geórgia, vai entrar na Federação da Rússia, declarou o seu Presidente, Edouard Kokoity, citado pela Interfax.
“Sim, sem nenhuma dúvida, faremos parte da Rússia e não temos a intenção de criar uma qualquer Ossétia independente, porque a História assim determinou as coisas, os nossos antepassados fizeram a escolha”, declarou Kokoity, citado pela Interfax.
O Presidente da Ossétia do Sul proferiu estas declarações durante as discussões do clube de reflexão Valdai, organizado pelo Kremlin em Sotchi, no sul da Rússia.
A Rússia estabeleceu ontem relações diplomáticas com a Ossétia do Sul (70.000 habitantes) e com outra república separatista da Geórgia, a Abkházia (250 mil habitantes), e concluiu acordos que permitem a Moscovo aí possuir bases militares.
No dia 26 de Agosto, o Presidente russo Dmitri Medvedev tinha anunciado o reconhecimento da independência dessas duas regiões separatistas, suscitando imediatamente a condenação dos países ocidentais.
Para Kokoity, essa integração far-se-á através de uma fusão com a Ossétia do Norte (680 mil habitantes), a região vizinha povoada com ossetas e que faz parte da Federação da Rússia, avançam as agências noticiosas russas.
Moscovo reconheceu a independência das duas repúblicas separatistas da Geórgia menos de três semanas após a tentativa falhada de Tbilissi de retomar pela força a Ossétia do Sul, que originou uma violenta contra-ofensiva russa em terreno georgiano.
No século XVIII, o império russo anexou a Ossétia do Sul após uma guerra vitoriosa contra a Turquia. Após a criação da URSS, a Ossétia foi dividida em duas entidades autónomas, uma no norte, integrada na República da Rússia, e outra no sul, integrando a Geórgia soviética.
A Ossétia do Sul proclamou a sua independência da Geórgia logo após a derrocada da URSS e defendeu o seu território através das armas e tendo querido manter a Ossétia do Sul como parte integrante do seu território.


