Para os norte-americanos, são os rostos do mal. Um diz-se o "cérebro" dos ataques, outros ajudaram na logística.
Khalid Sheikh Mohammed: O "cérebro" cruel
Disse de si próprio ter sido o "responsável pelo 11 de Setembro de A a Z". Nascido na província paquistanesa do Balochistão, uma das várias onde se vai dizendo que Bin Laden pode estar, Mohammed cresceu no Kuwait e formou-se em Engenharia Mecânica nos EUA, em 1986. Dez anos depois terá apresentado a Osama bin Laden a ideia do 11 de Setembro. Obteve dele os fundos, supervisionou os planos e treinou os suicidas que desviaram os aviões. Dele se diz que é cruel e imperturbável.
Walid bin Attash: O "Pai da Perna"
De origem iemenita, terá gerido o campo de treino da Al-Qaeda em Logar, no Afeganistão, onde dois dos 19 suicidas treinaram. Foi guarda-costas de Bin Laden. Suspeita-se que viajou em duas companhias aéreas americanas para observar procedimentos de segurança. Perdeu uma perna na guerra afegã e ganhou o nome de código "Pai da Perna". Para além do envolvimento no 11 de Setembro, terá planeado e ajudado a realizar o ataque contra o navio USS Cole que em 2000 matou 17 marinheiros dos EUA no Iémen.
Ali Abdul Aziz Ali: O sobrinho
Sobrinho de Khalid Sheikh Mohammed, é tido como próximo do tio. Numa audiência em Guantánamo, há dois anos, admitiu ter transferido dinheiro para um dos suicidas do 11 de Setembro, mas garantiu que não conhecia os planos para o ataque. Terá ajudado nas viagens destes do Paquistão para os EUA e é suspeito de ter transferido 120 mil dólares para as despesas e aulas de voo de nove dos suicidas. "Usei-o em negócios. Ele não sabia das ligações à Al-Qaeda", disse Mohammed.
Mustafa Ahmad al-Hawsawi: O homem do dinheiro
Saudita, terá fornecido dinheiro, cheques e um guarda-roupa ocidental aos homens que desviaram os quatro aviões. Partilhou uma conta nos Emirados com um deles e dois, Mohammed Atta e Walid al-Shehri, devolveram-lhe dinheiro que não tinham gasto dias antes dos ataques. Admite ter-se encontrado com quatro dos suicidas nos Emirados, mas desmente ter-lhes feito chegar dinheiro. Garante que nunca jurou lealdade a Osama Bin Laden, apesar de o ter conhecido, e que não era membro da Al-Qaeda.
Ramzi bin al-Shibh: O "coordenador" profissional
Se Mohammed se descreve como o "cérebro" do 11 de Setembro, é a Ramzi bin al-Shibh que dá créditos de "coordenador". Este iemenita nascido em 1972 terá sido seleccionado para participar nos desvios dos aviões e conheceu alguns dos futuros suicidas em Hamburgo. Descrito por um comandante da Al-Qaeda como um "jihadista muito profissional", acabou por servir de intermediário entre os suicidas nos EUA e os líderes da Al-Qaeda, no Afeganistão e no Paquistão, coordenando os diversos planos de viagens e transferências bancárias.


