Organização Mundial de Saúde rejeita restrições a viagens devido à gripe mexicana

28.04.2009 - 10:48 Por Agências
A Organização Mundial de Saúde (OMS) não recomenda que sejam accionadas restrições a viagens nem o encerramento de fronteiras devido à propagação da pandemia de gripe mexicana, afirmou o porta-voz da organização numa conferência de imprensa em Genebra.
O mesmo responsável sublinhou que podem ocorrer casos de pessoas infectadas cuja condição clínica não seja ainda sintomática na altura em que passam nos aeroportos ou em postos fronteiriços. “Mas, como é óbvio, se alguém estiver a sentir-se doente não deve viajar, em caso nenhum, para lado nenhum”, afirmou, depois de a OMS ter, na noite de ontem, elevado o alerta da pandemia – com epicentro no México – do nível três para quatro, numa escala com o máximo de grau seis.
Por seu lado, a agência das Nações Unidas para a agricultura e alimentação (FAO) revelou estar a mobilizar uma equipa de peritos para enviar para o México com propósito de investigar de esta nova estripe de vírus da gripe – geralmente chamada gripe suína – tem efectivamente alguma ligação aos porcos.
“Para já, a transmissão do vírus parece estar a ocorrer apenas de humano para humano”, notou a FAO em comunicado, sublinhando que “não foi ainda estabelecido que a nova estripe se tenha propagado à população humana por contágio directo dos porcos”. O chefe de veterinária da FAO, Joseph Domenech, insistiu, de resto, que “não existem quaisquer provas de ameaça na cadeia alimentar”: “Neste momento estamos perante uma crise de saúde nos humanos, não uma crise animal”.
Aliás, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) defende que a doença não deve tão pouco ser descrita pelo termo “gripe suína”, dado que o vírus integra componentes também da gripe das aves e da gripe humana; além de que não foi registado qualquer caso da doença nos porcos.


