Após sequestro de dois elementos da sua equipa

Organização Médicos sem Fronteiras ordena retirada parcial de funcionários na Somália

26.12.2007 - 15:31 Por AFP

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Este incidente acontece dois dias depois do jornalista Gwen Le Gouil ter sido libertado Este incidente acontece dois dias depois do jornalista Gwen Le Gouil ter sido libertado (Abdiqani Hassan/Reuters)
A organização Médicos sem Fronteiras (MSF) ordenou hoje a retirada parcial dos seus funcionários expatriados em Bosasso, nordeste da Somália, após o sequestro de dois elementos da sua equipa, avançou Jaume Codina, director de comunicação na delegação da MSF em Espanha.

De acordo com informações avançadas pela MSF pelas 13h45 de hoje, duas funcionárias, uma médica espanhola e uma enfermeira argentina, “permanecem retidas” pelos seus sequestradores, após terem sido levadas por um grupo não identificado esta manhã.

Por razões de segurança, a MSF decidiu retirar quatro dos seus funcionários estrangeiros que trabalhavam em Bosasso num programa de nutrição e apenas manter na missão três pessoas, indicou Jaume Codina.

A polícia da Somália anunciou a meio da manhã que tinha conseguido libertar duas mulheres da MSF. Porém, até agora, a organização ainda não teve contacto com as suas funcionárias, desconhecendo o seu paradeiro.

O embaixador espanhol em Nairobi, Nicolás Martín Cinto, tinha avançado que a polícia da região de Puntlandia conseguiu cercar os sequestradores e que depois de uma troca de tiros com os sequestradores, estes renderam-se. Também o ministro do Comércio da região semi-autónoma de Puntlandia, Abdishamad Yusuf Abwan, afirmou que “os sequestradores foram cercados na zona montanhosa nos arredores de Bosasso" e que, até agora, "a polícia deteve dois deles”.

Este incidente acontece dois dias depois do jornalista francês Gwen Le Gouil, sequestrado durante oito dias e por quem pediam 55 mil euros de resgate, ter sido libertado.

Puntlandia é uma das zonas mais estáveis do país mas, nos últimos tempos, tem registado muitos casos como este. Ainda assim os sequestradores somalis costumam tratar bem os seus prisioneiros e quase nunca os matam, pelo que esperam em troca diversos benefícios.

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Mundo: Duas funcionárias dos Médicos Sem Fronteiras sequestradas na Somália

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