Zelaya aconselhado a não voltar hoje a Tegucigalpa

Organização dos Estados Americanos suspendeu as Honduras

05.07.2009 - 10:55

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Soldados de guarda a apoiantes de Zelaya antes do seu anunciado regresso Soldados de guarda a apoiantes de Zelaya antes do seu anunciado regresso (Oswaldo Rivas/Reuters)
A Organização dos Estados Americanos (OEA) suspendeu as Honduras, depois de um Governo condenado pela comunidade internacional se ter recusado a devolver o poder ao Presidente Manuel Zelaya, deposto há uma semana e enviado para o exílio.

A OEA tomou a rara medida de suspender um dos seus membros depois de o Governo rebelde instalado em Tegucigalpa ter ignorado um seu ultimato para que tudo voltasse à situação em que estava há oito dias, antes da deposição de Zelaya, acusado de práticas anticonstitucionais.

Naquele que foi o primeiro golpe dado na América Central durante esta última década, um Presidente que tomara posse em 2006 e que só deveria terminar o seu mandato no próximo ano foi afastado pelas tropas e enviado inicialmente para a Costa Rica, de onde depois se dirigiu à Nicarágua e aos Estados Unidos.

Numa resolução aprovada por 33 dos 34 Estados membros, e em que as Honduras obviamente não se pronunciaram, dada a existência de dois poderes paralelos, o jurídico e o factual, todos os países das Américas foram convidados a rever as suas relações com o território em causa.

A Venezuela, o Brasil e outros países queriam uma linguagem mais dura, que passasse pelo corte de toda a cooperação bilateral com as Honduras, mas os Estados Unidos, o Canadá, o México e a Colômbia mostraram-se mais brandos.

Zelaya dizia querer regressar hoje ao seu país, mas alguns dos seus homólogos aconselharam-no a que o não fizesse, de modo a não agudizar ainda mais as tensões.

A suspensão que ontem à noite foi determinada poderá complicar o acesso das Honduras a créditos do Banco Inter-Americano de Desenvolvimento, aumentando assim a pobreza da maior parte dos seus sete milhões de habitantes, que vivem sobretudo da exportação de café e de têxteis.

A Administração Obama, a União Europeia e a generalidade da América Latina têm condenado o afastamento de um Presidente que, na opinião de alguns dos seus críticos, se aproximara demasiado do chefe de Estado venezuelano, Hugo Chávez.

Depois da deposição de Zelaya, as Honduras têm estado a ser dirigidas interinamente por aquele que era o presidente do Congresso, Roberto Micheletti, filho de italianos que emigraram para a América Central.

Um recolher obrigatório encontra-se em vigor na capital, durante a noite; e o episcopado católico tomou partido pela reviravolta verificada no fim do mês passado, alegando que Manuel Zelaya “já não se comportava como Presidente da República”.

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Interessante...

Um dos muitos comentários no Blog coturnonoturno "Interessante. "milhares de manifestantes" ...

Bonnie

05.07.2009 20:14

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