Etienne Tshisekedi obteve 32,33% dos votos, segundo resultados divulgados pela comissão eleitoral

Oposicionista declara-se Presidente da República Democrática do Congo

23.12.2011 - 18:38 Por João Manuel Rocha, com agências

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
Apoiantes de Tshisekedi manifestaram-se nesta sexta-feira em Kinshasa Apoiantes de Tshisekedi manifestaram-se nesta sexta-feira em Kinshasa (Jonny Hogg/Reuters)
Etienne Tshisekedi, o líder oposicionista que contesta a reeleição a Joseph Kabila e se considera Presidente da República Democrática do Congo, prestou nesta sexta-feira “juramento” como chefe de Estado, em sua casa.

A “cerimónia de posse”, observada pela AFP, aconteceu depois de a polícia ter bloqueado o bairro de Limete, no leste de Kinshasa, onde reside, e de reprimir tentativas dos apoiantes que, logo pela manhã, procuraram concentrar-se no Estádio dos Mártires, perto do centro, onde pretendia ser nomeado “pelo povo congolês”.

Na presença de partidários e dirigentes da oposição, Tshisekedi, 79 anos, prestou juramento com a mão direita levantada e a esquerda sobre a Bíblia. O líder oposicionista contesta os resultados divulgados pela comissão eleitoral e ratificados pelo Supremo Tribunal de Justiça, apesar das críticas da oposição e de irregularidades denunciadas por observadores internacionais. Esses resultados atribuem-lhe 32,33% contra 48,95% de Joseph Kabila, empossado na terça-feira.

Grupos de apoiantes de Tshisekedi e do seu partido, a União para a Democracia e Progresso Social, tentaram antes disso aproximar-se do estádio mas foram dispersados com gás lacrimogéneo e matracas. A polícia deteve dezenas que gritavam “Tshisekedi Presidente”. Foram também disparadas balas reais. Alguns manifestantes responderam lançando pedras sobre as forças de segurança. Segundo as agências, no resto da capital a situação esteve sempre calma, com lojas abertas e carros a circularem sem problemas.

“Não há manifestação, foi proibida. Não pode haver nova posse, é um acto de subversão. Devemos impedir esse acto contrário à Constituição”, disse fonte da polícia congolesa.

O convite preparado para a cerimónia que Tshisekedi anunciou no passado domingo querer realizar no Estádio dos Mártires, com capacidade para 80 mil pessoas, tinha como título “Presidência da República, protocolo de Estado” e incluía, segundo a AFP, um programa detalhado ao minuto, prevendo a presença de oficiais superiores, magistrados, embaixadores e “presidentes e delegações de países amigos”.

Estatísticas

  • 24 leitores
  • 2 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1526315

Comentário + votado

Nao ha democracia

O Povo eh democrata mas a democracia soh existe se o Povo nao ganhar salarios de miseria [ 40.000 ...

EL CHE

24.12.2011 12:50

X

Mais em Mundo (11 de 12 artigos)

Soraya Santamaría sublinhou que o primeiro-ministro espanhol "cumpre os seus compromissos" Governo espanhol confirma mudanças na lei do aborto “para preservar a vida”