Oposição síria pede financiamento a empresários árabes para operações militares

07.02.2012 - 09:25 Por PÚBLICO
O Conselho Nacional Sírio, coligação das forças de oposição ao regime do Presidente Bashar al-Assad, lançou um apelo aos empresários sírios e árabes para que financiem o Exército Síria Livre, braço armado da rebelião.
“Fazemos este apelo, do fundo dos nossos corações, aos homens de negócios da Síria e países árabes para que participem de forma directa e eficaz no financiamento legítimo das operações de auto defesa e protecção das zonas civis”, é dito em comunicado hoje divulgado.
O Exército Síria Livre, formado maioritariamente por soldados desertores das forças militares sírias ao longo dos mais de 11 meses de conflito no país, mantêm combates cerrados em várias cidades da Síria, como é o caso de Homs, um dos berços da rebelião que há mais de uma semana está sob fogo cerrado e contínuo da artilharia e tanques de Assad.
Testemunhos obtidos de residentes na região e activistas na Síria narram que os combatentes da rebelião respondem com tiros de espingarda e metralhadora, não estando dotados de equipamento que faça frente aos tanques e artilharia pesada do Exército sírio. Ao longo dos últimos dias Homs tem estado sob uma ofensiva brutal do regime, com disparos de rockets registados a cada 30 segundos, sem haver já locais onde a população civil consiga encontrar refúgio.
O braço armado do movimento de contestação ao regime foi engrossando em número à medida que cada vez mais soldados desertavam das forças regulares, depois de Assad ter mobilizado os seus contingentes militares para dentro das cidades onde eclodiram as primeiras manifestações – em meados de Março, então pacíficas e de protesto à corrupção e exigindo melhores condições de vida.
A situação no terreno – já descrita pela alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, como uma “guerra civil” – salda-se com um balanço de mais de 5.400 mortos, segundo estimativas feitas há um mês pela ONU. E apesar de toda a pressão internacional, incluindo a ameaça de sanções, o regime de Assad não dá qualquer sinal de recuo, mantendo que está a combater "grupos de terroristas e criminosos armados".


