Oposição reclama poder em Madagáscar e exige demissão do Presidente

14.03.2009 - 12:25 Por AFP, Reuters
O líder da oposição de Madagáscar, Andry Rajoelina, deu quatro horas ao Presidente Marc Ravalomanana para deixar o poder, depois de a oposição ter afirmado, pouco antes, que tinha tomado o poder em Madagáscar, prometendo que realizaria eleições em dois anos.
“Não há outra solução que não a demissão de Ravalomanana nas próximas quatro horas”, disse hoje Rajoelina num comício de cerca de 15 mil pessoas na capital, Antanarivo. Estou pronto para uma transição democrática”, disse ainda, acrescentando que não enviaria “forças armadas” para o palácio de Iavaloha onde estava o chefe de Estado. “Estou pronto para ir ao Palácio apertar-lhe a mão e pedir-lhe humildemente que deixe a presidência para que o mundo possa ver que mesmo os jovens podem chegar ao poder”, cita a AFP.
Do palácio, a presidência afirmou que apesar de a oposição estar no gabinete do primeiro-ministro não tinha qualquer poder legal. “É apenas um protesto de rua”, disse o gabinete do Presidente, citado pela Reuters.
O Presidente do Parlamento, Jacques Sylla, anunciou perante a multidão a sua demissão do Governo e pediu também a demissão de Ravalomanana. A crise política em Madagáscar estalou no início de 2009, com violência que deixou mais de 135 mortos e estragou a imagem de Madagáscar como um destino seguro de investimento estrangeiro.
O Presidente Ravalomanana está sob uma crescente pressão para se demitir enquanto perde o controlo do Exército e da polícia militar.
A Comissão Europeia afirmou hoje a sua preocupação séria com a crise que "põe em perigo a estabilidade do país" e os esforços da luta contra a pobreza.


